Ex-zelador suspeito de estuprar crianças em escola é ouvido em audiência, em João Pessoa

122
Audiência aconteceu no Fórum Criminal de João Pessoa — Foto: TV Cabo Branco/Reprodução
Audiência aconteceu no Fórum Criminal de João Pessoa — Foto: TV Cabo Branco/Reprodução

O homem investigado por participar de estupros no banheiro de uma escola particular, em João Pessoa, onde ele era zelador, foi ouvido durante uma audiência de instrução, realizada nesta quinta-feira (11), no Fórum Criminal do Tribunal de Justiça da Paraíba, também na capital paraibana.

Ao longo de três audiências, incluindo essa, já foram ouvidas testemunhas de defesa e acusação. Segundo o juiz Adilson Fabrício Gomes, diretor do Fórum, que confirmou a realização da audiência, o caso segue sob segredo de justiça, por envolver menores de idade. Por isso, outros detalhes não puderam ser informados.

Conforme informado pela delegada Joana D’arc à época das investigações, o ex-funcionário do colégio – afastado em 2018, após as primeiras denúncias – participava ativamente de alguns abusos, além de observar e “dar cobertura” em outros.

Três adolescentes foram apreendidos, no dia 11 de março, em decorrência de mandados judiciais após processo que tramita em segredo de justiça desde maio de 2018. Outros casos de estupro começaram a ser apurados ao longo da investigação.

Os quatro adolescentes investigados foram condenados pelo ato infracional análogo ao crime de estupro de vulnerável,pelo juiz da 2ª Vara da Infância e Juventude em João Pessoa, Luiz Augusto Souto Cantalice, no dia 24 de abril.

Primeiro caso

A investigação começou em maio de 2018, com a denúncia da primeira vítima, uma criança de 8 anos, que disse ter sido estuprada dentro do banheiro do colégio Geo. O processo começou a tramitar em segredo de justiça desde o primeiro depoimento.

Os abusos vieram à tona após a mãe de uma das vítimas receber um aviso da escola que comunicava que o filho dela estava indo com muita frequência ao banheiro. Além disso, a criança também passou a ter um “comportamento agressivo e também choroso”. “Em conversa com a mãe, a vítima contou sobre os abusos e a investigação foi iniciada”, disse a delegada Joana D’arc Sampaio.

G1