Em resposta ao reconhecimento do genocídio armênio pelo presidente americano, Joe Biden, neste sábado (24), o presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, acusou “terceiros” de interferirem nos assuntos da Turquia. “Ninguém aproveita do fato que os debates – que deveriam ser mantidos por historiadores – sejam politizados por terceiros e se tornem um instrumento de interferência em nosso país”, afirmou Erdogan em uma mensagem ao patriarca armênio em Istambul.

Já o ministro turco das Relações Exteriores, Mevlut Cavusoglu, declarou que seu país “não tinha lições a aprender com ninguém sobre sua história”. “As palavras não podem mudar ou reescrever a história”, tuitou Cavusoglu, logo após o anúncio do presidente dos Estados Unidos.

O primeiro-ministro da Armênia, Nikol Pachinian, saudou a decisão histórica do presidente dos Estados Unidos de reconhecer oficialmente o genocídio armênio. Em um post no Facebook, ele agradeceu ao chefe de estado americano por esta “medida muito corajosa em prol da justiça e da verdade histórica” ​​e que oferece “um apoio inestimável aos descendentes das vítimas do genocídio armênio”.

O reconhecimento do genocídio constitui “um exemplo encorajador para todos aqueles que querem construir uma sociedade internacional justa e tolerante”, acrescentou o chefe do governo armênio.

Com a decisão, Biden se tornou o primeiro presidente dos Estados Unidos a qualificar a morte de 1,5 milhão de armênios massacrados pelo Império Otomano em 1915. O genocídio armênio é reconhecido por mais de 20 países e muitos historiadores, mas é vigorosamente contestado pela Turquia.

(Com informações de agências internacionais)