Clarissa Ward tem 41 anos e a experiência de relatar situações de conflito não é novidade em sua carreira. A repórter da emissora CNN, que entrevistou combatentes do talibã, já esteve na Palestina, em Israel, no Líbano e no Iraque. Na Síria, Clarissa esteve a poucos metros de regiões bombardeadas.

Ward permaneceu firmemente envolvida no relatório, mesmo depois de testemunhar vários repórteres fugindo com medo de serem mortos pelo Talibã,  enquanto seu marido, Philipp von Bernstorff, um alemão, cuidava das Crianças -1 e 3 anos, em Londres.

A atuação do repórter foi até criticada pelo deputado federal Eduardo Bolsonaro, que irritou feministas pelo uso de roupas tradicionais pela repórter. No Twitter, Eduardo postou uma foto mostrando que o vestido é um “turbante”. “Ei, feminista, encontrei uma razão para você aqui”, escreveu ele no título.

A tomada de poder protagonizada pelos talibãs no Afeganistão é um dos maiores destaques nos noticiários dos últimos dias. É desesperador para os afegãos a situação atual, pois temem pelo regresso dos valores conquistados pelas mulheres, pela liderança rígida do grupo, pelo caos que pode ser causado através dos Talibãs.