Usadas pela Polícia Militar do Estado de São Paulo há dois anos, as armas menos letais, como a taser, já apresentam eficácia na diminuição das mortes durante as ocorrências. Enquanto em julho de 2020, 42 pessoas morreram decorrentes de intervenção policial, no mesmo período deste ano foram 25.

Câmeras acopladas no uniformes dos PMs, outro equipamento implementado para proteger os cidadãos, capturou uma ação aonde o uso do taser impediu que um homem em surto fosse baleado para ser contido. O caso ocorreu no centro da capital paulista. Vizinhos acionaram a Polícia Militar depois que o homem, de forma descontrolada, passou a ameaçar a todos com um faca.

O indivíduo também foi agressivo com os agentes, que, no melhor momento, agiram. O taser dá uma descarga elétrica de 50 mil volts, suficiente para conter a pessoa atingida. A descarga age diretamente no Sistema Nervoso causando dor, susto e paralisando imediatamente a ação do suspeito.

No momento em que a pessoa cai, a equipe da polícia militar avança e faz a contenção, algemando o suspeito sem o uso de arma de fogo.

Hoje o Estado tem 4.625 armas de choque, e a expectativa é que até dezembro de 2023, a Polícia Militar tenha 13 mil equipamentos desse tipo a sua disposição. Parte deste armamento já está em processo de licitação. O custo de cada arma taser é de aproximadamente USD 1.200, mais de R$ 6 mil.

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