No acordo de delação premiada da desembargadora Sandra Inês e seu filho Vasco Resciolelli, homologado pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ), que veio a público nesta quinta-feira (14), o senador Angelo Coronel (PSD) é citado e teria pago R$ 50 mil para que a magistrada beneficiasse a empresa alimentícia do seu filho, a Sabore e Cia.

O valor teria sido dado como propina ao advogado Júlio César Cavalcanti Ferreira, ex-assessor do Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA), para que a magistrada declarasse incompetente e reconhecesse a prevenção do desembargador Baltazar Miranda para o caso, sendo que ele já teria um acordo com Coronel para uma decisão favorável à empresa do seu filho.

Os delatores ainda afirmaram que Coronel atuou em um acordo que rendeu R$ 600 milhoões à orgnização criminosa, por meio do qual produtores rurais do oeste baiano foram coagidos e perderam a posse de suas terras de forma ilegal, favorecendo os fazendeiros ligados ao grupo. O senador também teria recebido de presente uma aeronave por ter atuado no esquema.

Ao BNews, o senador afirmou que vai processar a desembargadora. “Já acionei meus advogados, vamos ajuizar contra a delatora para que ela apresente provas que citou na peça delatória”.

“É uma verdadeira falácia. Ela mente na delação. Em nenhum momento estive com aquele advogado. A decisão que argumentam ter sido comprada foi desfavorável à empresa da minha nora”, declarou Coronel.

A desembargadora e o filho foram presos temporariamente em março de 2019, na quinta fase da Operação Faroeste, que apura esquema criminoso de venda de sentenças por membros da Corte baiana, além dos crimes de corrupção ativa e passiva, lavagem de ativos, evasão de divisas, organização criminosa e tráfico influência.

Leia a delação na íntegra aqui

Bnews