Faleceu na madrugada desta terça-feira (26), aos 68 anos, o cartunista, chargista e desenhista Lailson de Holanda Cavalcanti, em decorrência da covid-19. Após apresentar sintomas da doença, o artista deu entrada em um hospital particular do Recife no último dia 17 de outubro. Três dias depois, em uma piora no quadro respiratório, Lailson foi intubado na Unidade de Terapia Semi-intensiva. Embora fizesse parte dos grupos estabelecidos pelo Ministério da Saúde, o artista optou por não tomar as doses da vacina contra a doença.

Lailson começou a sentir sintomas gripais em 15 de outubro. Em seguida, passou a sentir um forte cansaço. Ele chegou a ir na emergência e recebeu um diagnóstico de princípio de pneumonia. O cartunista continuou se tratando e casa, mas teve dificuldade de se alimentar e a internação ocorreu no domingo. Apesar de não ter tomado a vacina, ele mantinha uma vida social ativa e frequentava, por exemplo, a academia.

Sobre o artista

Nascido no Recife, Lailson de Holanda estreou na imprensa pernambucana em 1975, n Jornal da Cidade. Ele já colaborou para veículos do Brasil e do mundo, como Pasquim, MAD (edição brasileira), Revista Visão, Veja 28 Graus, KYX 93, Rei Da Notícia, Florida Review, O Europeu, Der Stern, The Guardian, Revista Bundas, Revista Palavra e O Pasquim 21, além de ser editor de arte de agências de publicidade de Pernambuco.

O cartunista também marcou a história da música pernambucana. Em 1973, gravou com Lula Côrtes o disco instrumental “SATWA”, raridade entre colecionadores e considerado o marco inicial da psicodelia pernambucana. Em seguida, formou a banda Phetus, que teve entre seus integrantes o guitarrista Paulo Rafael, falecido em agosto desse ano, e o flautista Zé da Flauta.

Resgate da obra pela Rozenblit

Desde o ano passado, a Rozenblit – gravadora que impulsionou a psicodelia pernambucana – tem publicado os discos produzidos por ela, dentre eles, alguns com participação de Lailson.

Fonte: JC