O humorista André Marinho pediu demissão da “Jovem Pan”. A decisão foi tomada por ele uma semana depois de ter irritado o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) durante uma entrevista ao programa Pânico com uma pergunta sobre a prática da “rachadinha”. Na ocasião, o chefe do executivo abandonou a gravação irritado.

“Vivemos um momento de grandes definições no país. Minha saída do Pânico, apesar da gratidão e das amizades, é também reflexo das escolhas que todos teremos que fazer. As minhas escolhas e valores vocês já conhecem. Conto com vocês assim como vocês contaram comigo”, escreveu o humorista em post nas redes sociais.

André é filho do empresário Paulo Marinho, ex-aliado de Bolsonaro que integrou a equipe de campanha presidencial em 2018. No episódio da entrevista, Paulo se disse “absolutamente surpreso” com o comportamento de Bolsonaro.

A ENTREVISTA

Bolsonaro encerrou a participação no programa Pânico depois de uma discussão travada entre os apresentadores Adrilles Jorge e André Marinho.

“O PT não pode voltar. Então, por favor, responda à pergunta que te fiz, cara. Por quê? Só quer pergunta de bajulador?”, disse Marinho a Bolsonaro.

Adrilles afirmou que Marinho estava se referindo a ele como bajulador e começou a gritar com o colega: “Você me respeita, rapaz. Bajulador é seu pai que bajulava o presidente e não recebeu ministério. Você se transformou em oposição porque seu pai não recebeu ministério. Cara de pau”.

“O meu pai não chora no banheiro”, respondeu Marinho em referência a uma declaração do presidente.

Enquanto os apresentadores discutiam, Bolsonaro declarou que iria embora “se Marinho entrasse na tela novamente”. Instantes depois ele deixou o local em Manaus (AM), de onde dava a entrevista por videoconferência.

IMITAÇÃO

Em setembro, viralizou nas redes sociais um vídeo em que André Marinho imitava declaração à nação feita por Bolsonaro. Nas imagens, Temer e todos os outros presentes no evento aparecem gargalhando da imitação.

Além de Bolsonaro, Marinho também imitou outros políticos, como o ex-presidente dos Estados Unidos Donald Trump, o atual, Joe Biden, o governador de São Paulo, João Doria (PSDB), e o presidenciável Ciro Gomes (PDT).

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