A convite da Secretaria Especial da Cultura (Secult), do Ministério do Turismo, o diretor executivo da Fundação Cultural de João Pessoa (Funjope), Marcus Alves, participou do seminário virtual ‘Mercado das Indústrias Criativas do Brasil (MICBR) 2021’, realizado nesta sexta-feira (19). Ele foi um dos palestrantes no painel ‘Encontro Criativo: Programas Criativos nos Municípios’.

A agenda foi uma reflexão sobre a problemática do Carnaval enquanto indústria do entretenimento, capaz de gerar economia, emprego e renda. Uma preocupação principal de todas as capitais que participaram foi a possiblidade ou ameaça da realização do Carnaval.

De uma forma geral, todos concordaram sobre a necessidade e a urgência de se fazer o Carnaval e estão atentos nesse planejamento para viabilizar a festa em 2022. As ações que a Funjope está realizando em João Pessoa, como o seminário para pensar o Carnaval, oficinas de máscaras, de estandartes, as conversas com os blocos do Folia de Rua também estão acontecendo em outras cidades.

O diretor Marcus Alves mostrou o trabalho desenvolvido pela Funjope, sobretudo em relação à integração com outras secretarias do governo municipal, como Turismo, Educação, Habitação, Desenvolvimento Econômico e do Trabalho. Com esta última, a Fundação foca no aspecto da economia criativa.

Foi discutida ainda a questão do Centro Histórico, os planos do governo municipal para restauração, ocupação com moradias, criação dos distritos criativos, atração de empresas e negócios para dar vida à economia nesse território.

Além disso, foi mostrada a importância do São João no contexto de João Pessoa, Paraíba e Nordeste. Ele destacou a importância do forró de raiz como patrimônio imaterial nacional. “Temos um conjunto grande de eventos importantes para a economia criativa da cidade, principalmente o São João com o valor das nossas quadrilhas”, comentou.

Marcus mostrou ainda as especificidades do Carnaval local com as ala ursas, tribos indígenas, Carnaval Tradição compondo com a experiência da Folia de Rua, Muriçocas, Cafuçu. “Foi um debate muito produtivo”, avaliou.

No encontro, realizado pela Secult e pela Organização dos Estados Ibero-Americanos (OEI), Marcus Alves esteve ao lado de representantes da cultura de várias partes do País. Fernando Guerreiro, presidente da Fundação Gregório de Matos em Salvador (BA); Victor Simião, secretário de Cultura de Maringá (PR); Danielle Christian Ribeiro Barros, secretária de Cultura e Economia Criativa do Estado do Rio de Janeiro.

Também participaram do painel Selley Storino, secretária de Turismo de Santos (SP) e Aldo Valentin, secretário nacional da Economia Criativa e Diversidade Cultural, que foi o mediador.

 

Da Secom