O evento de filiação do presidente Jair Bolsonaro ao PL, marcado para amanhã (30) no Centro de Convenções Brasil 21 em Brasília a partir das 10h, deve dar início a trocas de partido por parte de seus ministros mais próximos.

O ministro do Desenvolvimento Regional, Rogério Marinho, deve assinar a sua filiação ao PL já nesta terça, ao lado do senador e filho do presidente, Flávio Bolsonaro, que deixa o Patriota.

Outros ministros estão de saída dos seus partidos para compor a tríade de sustentação de Bolsonaro, formada por PL, PP e Republicanos para as eleições de 2022. O ministro do Trabalho, Ônyx Lorenzoni, deve se filiar também ao PL, e os ministros da Agricultura, Tereza Cristina, e das Comunicações, Fábio Faria, ao PP.

Deputados também devem mudar de partido na esteira da acomodação de Bolsonaro, especialmente os bolsonaristas que ainda estão no PSL, legenda que elegeu Bolsonaro em 2018 e da qual saiu após rompimento. Eles devem, no entanto, esperar a janela partidária de abril.
Aceno a evangélicos

A filiação de Bolsonaro ao PL estava marcada para o dia 22, mas foi adiada para amanhã em razão de costuras regionais. A escolha das datas, no entanto, não foi por acaso. Enquanto o dia 22 remetia ao número do PL, o dia 30 é feriado do Dia do Evangélico em Brasília.

Aliados evangélicos, como o deputado Marco Feliciano (PL-SP) e o ex-senador Magno Malta (PL), estarão presentes ao ato de filiação amanhã, sendo que Malta planeja, a exemplo do que fez no discurso da vitória de Bolsonaro em 2018, puxar uma oração no evento.

 

R7