O ser humano evoluiu tanto que chegou num estágio de regressão absurda. Regressão que põe em cheque sua inteligência, sua sanidade. Se atentarmos aos detalhes, percebemos isso claramente todos os dias.

Não existe exemplo mais palpável do que as guerras. A Guerra entre Rússia e Ucrânia é a representação em último grau da burrice humana. O que me faz lembrar um poema de cordel, de José Acaci, “O burro é o ser humano”. Quanta verdade encontrei naquelas palavras do autor!

A máxima “dá um tiro no próprio pé” nunca foi tão real quanto agora, pois enquanto estou aqui a escrever, acontece uma guerra que já dura mais de dois meses.

Lembro nitidamente, quando ao acordar na manhã do dia 24 de fevereiro de 2022, e pegar o celular para ver as principais notícias do dia, me deparo com os sites de notícias no maior empurra-empurra informativo, para anunciar o início da já pré anunciada guerra entre russos e ucranianos.

Um calafrio me percorreu a espinha. Desde aquele instante me pergunto até hoje: pra quê isso?

Sabe, uma guerra é a representação em grande escala da burrice de muitos seres humanos. É a representação da maldade e do desrespeito para com os semelhantes, que nada mais são do que um só. Cada um de nós é o espelho do outro, uma extensão de cada célula que compõe a existência humana. Que parte o ser humano não entendeu de que estamos nos mesmo barco?

E como se não bastasse, ainda “estamos” a procura de vida inteligente em Marte. Acredito que seja mais inteligente investir onde estamos, preservando nossa casa. Os mistérios do universo são atraentes demais para o homem, porém, quando voltamos na história da humanidade, lá onde não existia tecnologia, vemos que foram construídos monumentos e objetos que hoje só seriam possíveis de serem feitos com equipamentos de última geração, algo que eles não tinham. Isso prova que o ser humano sempre foi capaz de realizar grandes feitos sobre esse ponto flutuante no meio do espaço. A diferença é que hoje a ganância chegou a um patamar indescritível, onde é melhor se auto destruir do que resolver as coisas por meio de uma conversa civilizada.

 

Então volto a Acaci:

“- Um bicho que inventa armas,

que destrói uma nação,

que tem inveja e ganância

no sangue e no coração.

Que faz o mal e sai rindo,

tá se autodestruindo.

– Esse perdeu a razão!”

 

O que muitos podem chamar de crítica, eu digo que escrevi algumas verdades. Não que seja dona dela, mas se muitos habitantes desse planeta pensassem melhor, não teríamos deixado tantas marcas sangrentas na história. Que tal, investir nas vidas inteligentes daqui?

 

Maria Daniele de Souza Lima. Professora, Colunista, Estudante de Jornalismo, Especialista em Linguística e Literatura. Uma nordestina fascinada pela comunicação.