A Organização Mundial da Saúde (OMS) anunciou, nesta terça-feira, em Genebra, que há 348 casos suspeitos de hepatite aguda registrados em crianças de todo o mundo. A origem, segundo o órgão da ONU, ainda é desconhecida.

A OMS informou que os casos foram registrados em 20 países. No Brasil, há 16 supostos casos de “hepatite misteriosa” sob investigação – um deles é em Pernambuco. O Ministério da Saúde orienta que os casos sejam notificados de imediato.

O estado de São Paulo acumula a maior parte, com seis registros, seguido pelo Rio de Janeiro, com cinco. Depois, aparece o Paraná, com dois casos monitorados. Além de Pernambuco, Espírito Santo e Santa Catarina têm um caso cada.

Entre os sintomas, as crianças apresentam náusea, vômito, icterícia (pele e olhos amarelados), febre, dor abdominal, dores musculares.

A chamada “hepatite misteriosa” foi identificada pela primeira vez no Reino Unido, no mês passado. “Os Centros de Informações Estratégicas de Vigilância em Saúde (Cievs) e a Rede Nacional de Vigilância Hospitalar (Renaveh) monitoram qualquer alteração do perfil epidemiológico, bem como casos suspeitos da doença”, afirma o Ministério da Saúde.

No Brasil, o primeiro caso possível da doença foi notificado em Niterói (RJ) em uma criança de três anos. Um dos pacientes cujo caso está sob investigação teve de realizar um transplante de fígado.

A doença é causada por uma inflamação no fígado. Até o momento, no entanto, não se sabe o que origina a inflamação uma vez que não os vírus causadores das hepatites A, B, C, D ou E não foram encontrados nas amostras. A suspeita é que a hepatite misteriosa seja originada por um adenovírus.