Ré por crime de preconceito na Justiça da Paraíba, após usar o termo ‘paraibada’, a atriz e influencer Antônia Fontenelle atacou a cantora paraibana Juliette, nas redes sociais, nesta terça-feira (14). Antônia  comentou o episódio de xenofobia relatado pela vencedora do BBB21, no qual um estúdio de dublagem a pediu para neutralizar o sotaque.  Fontenelle disse que o caso de  Juliette não tinha relação com preconceito e fez uma série de críticas contra ela.

Em publicação nas redes sociais, Antônia Fontenelle disse que o caso não seria xenofobia e sim a falta de estudo na área “Isso não tem a ver com xenofobia, tem a ver com arte, coisa que você desconhece. Sabe por quê? Você quer passar na frente, quer furar a fila. Vai estudar, pé no saco. Isso que você é”, criticou.

“Te manca, vai estudar e para de ficar acusando as pessoas de xenofobia. Existe uma coisa chamada perfil de personagem, que é importante que você entenda. O sotaque era nordestino? Não, não era. Se fosse, não teriam pedido para você neutralizar”, continuou.

A influenciadora chegou a dizer que Juliette tinha “mania de acusar todo mundo de xenofobia”. E fez referência indireta ao processo que ela enfrenta na Justiça,  ao dizer que “ela, inclusive, me arrumou um problema muito grande com essa palhaçada”. Juliette foi uma das personalidades que repudiaram a fala de Antônia quando a influenciadora  fez comentários xenofóbicos sobre o DJ Ivis, após ele aparecer em vídeos agredindo a ex-mulher, Pamela Hollanda.

Um dia após os vídeos de agressões contra Pamella Holanda serem divulgados, Fontenelle se posicionou contra e postou o seguinte texto nas redes sociais, ao comentar o assunto:

“Esses ‘paraíbas’ fazem um pouquinho de sucesso e acham que podem tudo. Amanhã vou contatar as autoridades do Ceará para entender porque esse cretino não foi preso”.

Cantores, artistas, famosos, blogs e várias páginas de entretenimento criticaram o uso da expressão “paraíba” com cunho negativo. Após as críticas, ela voltou a falar sobre o assunto:

“Esse bando de desocupado aí da máfia digital que não tem nada o que fazer. Se juntaram pra agora me acusar de xenofobia. De novo? Num cola! Já tentaram me acusar de xenofobia. (…) Porque eu falei ‘esses ‘paraíba’ quando começam a ganhar um pouquinho de dinheiro acham que podem tudo. ‘Paraíba’ eu me refiro a quem faz ‘paraibada‘, pode ser ele sulista, pode ser ele nordestino, pode ser ele o que for. Se fizer paraibada, é uma força de expressão”, disse a atriz em um vídeo.

As investigações contaram com o apoio da Polícia Civil do Rio de Janeiro, que cumpriu carta precatória para interrogatório da indiciada na capital fluminense pela Delegacia de Polícia Civil da Barra da Tijuca.

 

Jornal da Paraíba