O Estado de São Paulo tem o terceiro caso de Monkeypox, conhecido também por váriola dos macacos. A informação foi confirmada na noite de 3ªfeira (14.jun) e divulgada em boletim da Secretaria de Estado da Saúde na manhã desta 4ª feira (15.jun).

Trata-se de um homem da capital paulista, com 31 anos, que está internado no Instituto de Infectologia Emílio Ribas. Segundo o boletim, ele está com bom quadro clínico e o caso é considerado importado, já que ele tem histórico de viagem para países da Europa. A análise foi confirmada pelo Instituto Adolfo Lutz, também em São Paulo.

“A Vigilância Epidemiológica do município, em parceria com o Estado, monitora o caso e seus respectivos contatos”, relata trecho do boletim. O Centro de Vigilância Epidemiológico (CVE) estadual e a prefeitura de São Paulo, seguem monitorando o homem e os contatos dele. O caso  é considerado importado, já que o paciente viajou para Portugal e Espanha e teve os sintomas e as primeiras lesões apareceram na Europa onde fez exames, mas o resultado positivo foi confirmado por um laboratório espanhol após o desembarque no Brasil, em 8 de junho.

Casos no Rio e SP

A Secretaria de Estado da Saúde (SES), registrou o primeiro caso em SP e no país na última 5ª feira (9.jun), havia sido registrado o primeiro caso da doença no Brasil, também de um homem, de 41 anos, morador da capital paulista, que viajou a Portugal e Espanha. Ele está internado no Instituto de Infectologia Emílio Ribas, em São Paulo e segue com boa evoução do quadro clínico. No sábado (11.jun), foi identificado o segundo caso de varíola dos macacos (monkeypox), neste caso, tratando-se de um homem, de 29 anos, que está isolado em casa. Ele mora em Vinhedo, interior de São Paulo.

O Rio de Janeiro também confirmou nesta 4ªfeira (15.jun) o primeiro caso da varíola do macaco (monkeypox) na capital fluminense. Segundo a Secretaria Municipal de Saúde (SMS-Rio), trata-se de um homem brasileiro, de 38 anos, residente em Londres, que chegou ao Brasil em 11 de junho e procurou atendimento médico no Instituto Nacional de Infectologia Evandro Chagas (INI/Fiocruz) no dia seguinte da sua chegada.

A Organização Mundial de Saúde (OMS) informou que mais de mil casos confirmados de varíola dos macacos já foram reportados em 29 países

Monkeypox é contagioso

A doença viral é transmitida pelo contato próximo ou íntimo com uma pessoa infectada e com lesões de pele. Este contato pode ser um abraço, beijo, massagens, relações sexuais ou secreções respiratórias próximos e por tempo prolongado.

Segundo informações, objetos, tecidos como roupas, roupas de cama ou toalhas e superfícies utilizadas pelo infectado também podem ser contagiosos.

Primeiros sintomas e como se previnir

Os primeiros sintomas podem ser febre, dor de cabeça, dores musculares e nas costas, linfonodos inchados, calafrios ou cansaço.

De 1 a 3 dias após o início desses sintomas, as pessoas desenvolvem lesões de pele que podem estar localizadas em mãos, boca, pés, peito, rosto e ou regiões genitais.

Para se previnir, é necessário evitar contato próximo ou íntimo com a pessoa até que as feridas tenham cicatrizado; evite contato com qualquer material em que o doente tenha utilizado; e higienize as mãos, lavando-as sempre com água e sabão ou use álcool em gel.

 

As informações são do SBT News