O governador João Azevêdo (PSB) admitiu nesta terça-feira (5) que os estudos de modelagem para participação da iniciativa privada na gestão da água e esgotos da Paraíba estão bem avançados, mas negou que a Cagepa esteja em processo de privatização. Pré-candidato à reeleição, o gestor foi o primeiro entrevistado da sabatina promovida pela CBN Paraíba com os pré-candidatos ao governo do estado.

Já ficou demonstrado que, com o orçamento exclusivamente público, não se atingirá a universalização tão sonhada”, alertou.

Na sabatina, João Azevêdo assegurou uma promessa feita desde 2018, que enquanto for governador do estado a Companhia não será privatizada.

Segundo ele, ao contrário, o estado tem tentado se adequar às exigência do Novo Marco Legal do Saneamento que, dentre as exigências, determina a regionalização do serviço, com lei já aprovada na Assembleia Legislativa e sancionada por ele.

Nós contratamos o BNDES para que a gente pudesse fazer estudos em 93 municípios para apresentação de modelagens que pudessem fazer com que a gente pudesse fazer investimentos também privados nessa construção para que a gente atinja o que determina a lei”, afirmou.

Atualmente, dos 200 municípios paraibanos atendidos pela Cagepa, 177 não possuem sistema de esgotamento sanitário. Por causa da baixa taxa de esgotamento sanitário, a prefeitura de Santa Rita, por exemplo, rompeu o contrato com a Companhia e expôs um problema de gestão que passa por cidades com relevância econômica como Bayeux, na Região Metropolitana da capital, e Conde, no Litoral Sul da Paraíba.

 

 

Jornal da Paraíba