A China lançou neste domingo (24) o segundo dos três módulos da estação espacial que está construindo. O lançamento foi transmitido ao vivo pelo canal de televisão estatal do país (CCTV).

O módulo, chamado Wentian, que pesa cerca de 20 toneladas, sem astronautas a bordo, foi impulsionado por um foguete Longa Marcha 5B às 3h22 (horário de Brasília), do centro de lançamento de Wenchang, no sul do país.

Com cerca de 18 m de comprimento e 4,2 m de diâmetro, o módulo laboratorial acoplou-se ao Tianhe – o primeiro da estação, que já está em órbita desde abril de 2021 – oito minutos após ter decolado.

Dotado de três espaços para dormir, banheiros e cozinha, o novo módulo conta com setores para experiências científicas. Wentian ainda servirá de plataforma para controlar a estação espacial em caso de problemas técnicos.

Batizada Tiangong (Palácio Celestial, em tradução literal), mas também conhecida pela sigla CSS (de Estação Espacial Chinesa, em inglês), a estação deve estar totalmente operacional até o fim do ano. Depois do Wentian, os astronautas da missão Shenzhou-14, que já moram na estação, receberão o terceiro módulo, o Mengtian, no mês de outubro.

Com a terceira “peça”, a estação terá formato de “T”. Será semelhante, em tamanho, à antiga estação espacial soviético-russa Mir. A “expectativa de vida” é de, ao menos, dez anos.

A China vem investindo bilhões de dólares em seu programa espacial há várias décadas. O gigante asiático enviou seu primeiro astronauta ao espaço em 2003. Em 2019, o país colocou um aparelho no lado oculto da Lua, um evento inédito em todo o mundo. Em 2020, coletou amostras do satélite da Terra e, no ano seguinte, enviou um pequeno robô para Marte. A China planeja enviar homens à Lua por volta de 2030. (Com agências internacionais)

Fonte: Estadão