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2ª Turma do TRT-3 (Tribunal Regional do Trabalho da 3ª Região) condenou o Magazine Luiza a pagar indenização de R$ 5.000 por danos morais para uma ex-estoquista que acusou o estabelecimento de gordofobia no período em que trabalhou em uma loja em Pedro Leopoldo, na região metropolitana de Belo Horizonte (MG).

No processo movido por dano moral, a ex-funcionária alega que sua gerente da época fez comentários indevidos sobre seu peso, chamando-a de gorda. Uma testemunha disse, inclusive, ter visto situações em que a superior perguntou se a colaboradora estava grávida e perguntando se ela conseguiria passar por determinados lugares da loja.

A ex-estoquista, que trabalhou em uma das lojas durante quatro anos, relatou episódios nos quais a gerente disse a outros empregados, em diferentes ocasiões, para terem cuidado, pois ela poderia “entalar” ao ajudar a executar tarefas da rotina do estabelecimento, como empurrar uma geladeira. A ex-funcionária afirma que tentou fazer cessar as situações e denunciar à diretoria, mas que não houve uma solução: “Cansei de pedir para pararem com essas brincadeiras, pois se tratava de algo sério. Nem ela [a gerente] nem a empresa nunca me ouviram”, alega a ex-colaboradora do Magazine Luíza à Folha de S. Paulo.

O Magazine Luiza disse, por meio de nota, que está recorrendo da decisão e que é “referência nacional no tema de diversidade e inclusão”. A rede afirma ainda que promove ações e treinamentos que fomentam um ambiente diverso e inclusivo e atua na prevenção de práticas que não corroborem esse objetivo. O processo aguarda decisão de admissão de recurso de revisão.

 

Gazeta Brasil