A política é realmente uma ciência fantástica, é dela que depende o futuro de uma sociedade, e daí o interesse das pessoas em saber quem são os protagonistas que desejam comandar o destino da nação.

No caso específico, o fato que veio à baila neste fim de semana, foi a decisão ainda não definitiva do Supremo Tribunal Federal (STF), quando a Ministra Rosa Weber negou Tutela provisória que havia sido solicitada pelo ainda candidato Ricardo Coutinho (PT), o que lhe mantém inelegível para as eleições deste ano, embora a defesa alegue que está aguardando outros recursos.

Caso Ricardo se torne definitivamente inelegível, há uma tendência natural do crescimento da candidatura da deputada Pollyanna Dutra (PSB) ao Senado Federal, já que parte da esquerda deverá acompanhar a parlamentar que tem laços ideológicos idênticos ao eleitorado do ex-presidente Lula, embora seja apoiada por João Azevedo, que mesmo comungando do mesmo pensamento, são de agrupamentos diferentes.

Agora, quem deverá levar muita vantagem é o candidato Efraim Filho (União Brasil), que vem construindo sua campanha de forma sólida, consistente e com uma postura bastante equilibrada do ponto de vista ideológico, pois mesmo atraindo ao eleitor de Bolsonaro, ele tem focado sua eleição no futuro do Estado da Paraíba, o que dá ao “Foguete sertanejo” (Efraim) uma vantagem em relação aos demais.  Sem Ricardo na disputa, haverá uma adesão em massa, principalmente de prefeitos que não firmaram compromissos com Efraim Filho antes, devido aos benefícios recebidos em obras por Ricardo Coutinho quando governador, mas que dificilmente conseguirá transferir essas lideranças para uma outra candidatura por ele indicada.

E assim, já se observa uma movimentação de entusiasmo na equipe de Efraim Filho nas redes sociais, porém ainda não é hora do “já ganhou”, sobretudo, quando se trata de que tem uma candidata que mesmo entrando na disputa tardiamente, tem potencial para reverter a situação, ainda mais quando se trata de ser mulher, pois é fator que potencializa uma tendência para o maior eleitorado do Estado, que são justamente as mulheres. Basta observar o que aconteceu com Daniella Ribeiro na campanha passada, quando disputou com Cássio Cunha Lima e Veneziano e tornou-se a senadora mais votada.

A verdade é que essa possível saída de Ricardo Coutinho da campanha eleitoral ainda poderá trazer vários desdobramentos até a data do registro final, podendo trazer até consequências na disputa para o Governo na Paraíba. Quem viver, verá!