CIRO
Foto: Divulgação

O candidato do PDT à Presidência da República, Ciro Gomes, disse nesta 3ª feira (20.set.2022) que Luiz Inácio Lula da Silva (PT)  financia um “gabinete do ódio”, assim como Jair Bolsonaro (PL). O pedetista não especificou, porém, quais seriam as atribuições do suposto gabinete.

“O Lula faz pose de bonzinho e financia um gabinete do ódio completamente desonesto e fascista igualzinho o do Bolsonaro”, afirmou durante entrevista à rádio Super Notícia.

O pedetista já havia mencionado a existência de um suposto gabinete do ódio administrado pelo PT e por Lula em julho, durante o fórum da SBPC (Sociedade Brasileira pelo Progresso da Ciência). Na ocasião, disse que “o comportamento da militância, do gabinete do ódio do PT e do Lula, é um dos mais fascistas e execráveis do Brasil”. 

A expressão “gabinete do ódio” surgiu durante a gestão Bolsonaro para se referir a um grupo formado por supostos assessores e aliados do presidente que atuam em ataques contra adversários nas redes sociais. A Polícia Federal afirma que a estrutura é utilizada por uma milícia digital para propagar ataques contra instituições. 

FASCISMO 

O pedetista também voltou a atribuir responsabilidade da vitória de Bolsonaro em 2018 a Lula. De acordo com o ex-ministro, o petista é a principal causa que fez com que o “fascismo se estabelecesse no Brasil”. 

“Estou preocupado em derrotar o fascismo, mas também preocupado em derrotar as causas que fizeram o fascismo se estabelecesse no Brasil. E o líder dessas causas é o senhor Luiz Inácio Lula da Silva”, afirmou. 

Na entrevista, Ciro comparou a estratégia do PT para vencer no 1º turno com as críticas por parte da propaganda eleitoral da ex-presidente Dilma Rousseff (PT) contra Marina Silva (Rede). Hoje, a ex-ministra do Meio Ambiente apoia a campanha de Lula.

“O que o Lula está tentando fazer é o que ele fez lá atrás com a Marina. É asfixiar as pessoas que não têm reparo moral porque ele é corrupto e eu não sou. Ele só pode sobreviver diante do Bolsonaro que é outro corrupto e eu não sou”, disse ao ser questionado sobre o chamado “voto útil”.

 

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