Hackers roubaram cerca de US$ US$ 568 milhões em criptomoedas de uma blockchain vinculada à Binance, o mais recente de uma série de incidentes de segurança que afetaram ativos digitais. O ataque foi confirmado pelo CEO da Binance, Changpeng Zhao, em um tuíte publicado nesta sexta-feira.

Segundo Zhao, os tokens foram roubados de uma “ponte” blockchain usada na BNB Chain, a rede blockchain da Binance, conhecida como Binance Smart Chain até fevereiro. O executivo, cofundador da Binance, acrescentou que o ”problema está contido”.

Especialistas em segurança das empresas de criptomoedas BlockSec e Paradigm disseram que os dados de blockchain indicavam que alguém havia hackeado dois milhões de tokens da Binance Coin – também conhecida como BNB – em duas transações. Isso equivale a cerca de US$ 568 milhões a preços atuais para a moeda virtual.

A Binance é a maior corretora de criptomoedas do mundo e o token BNB, nativo da rede BNB Chain, é a quinta maior criptomoeda por capitalização de mercado, com um valor total de 46 bilhões, atrás apenas do USDC, USDT Tether, Ethereum e Bitcoin. As pontes Blockchain são ferramentas usadas para transferir criptomoedas entre diferentes aplicativos.

Cerca de US$ 87 milhões foram retirados do ecossistema da Binance, mas o hacker não conseguiu retirar o restante dos fundos porque a Binance Smart Chain foi suspensa, de acordo com o CEO da BlockSec, Yajin Zhou.

O blockchain foi posteriormente reiniciado. Os tokens restantes estão na carteira que o hacker usou, mas foram congelados na rede Binance, acrescentou Zhou.

Zhao, da Binance, em um post anterior no Twitter, disse que a “estimativa de impacto” do incidente foi de cerca de US$ 100 milhões. Pelo menos US$ 7 milhões em fundos roubados já foram congelados, afirmou um porta-voz da BNB Chain.

Cerca de US$ 2 bilhões foram perdidos em ataques cibernéticos de criptomoedas este ano, muitos perpetrados por grupos ligados à Coreia do Norte. As pontes de cadeia cruzada usadas para transferir tokens entre blockchains são um alvo popular, de grande vulnerabilidade.

O GLOBO