O aumento dos custos é o que mais tem dificultado a vida dos donos de pequenos negócios na Paraíba, conforme pesquisa feita pelo Sebrae em parceria com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Para 48% dos respondentes, aumentos com os custos com água, energia e insumos, por exemplo, é o que tem trazido mais dificuldades no dia a dia do negócio. No entanto, 43% destes donos de pequenas empresas não repassaram os aumentos aos consumidores, enquanto 46% dos empreendedores ouvidos disseram ter passado apenas parcialmente.

Segundo o presidente do Sebrae, Carlos Melles, a pesquisa indica que os donos de pequenos negócios estão segurando o reajuste dos preços para evitar perder clientes, já que a maioria deles confirma que as empresas tiveram aumento de custos.  A pesquisa Pulso dos Pequenos Negócios mostra que, no estado, 69% dos empresários registraram crescimento dos gastos, em um período de um mês e ainda que outros fatores que contribuíram para aumentar as dificuldades nos negócios foram falta de clientes (25%), dívidas com empréstimos (7%), dívidas com impostos (5%), entre outros desafios.

“A falta de clientes tem sido um dos principais motivos de preocupação dos empreendedores e diante da falta de consumidores e da redução do poder de compras das famílias, os pequenos negócios vão resistir ao máximo repassar esses custos para não perder vendas. Eles estão preferindo reduzir o lucro para manter os clientes”, avaliou Melles.

A estratégia de não repassar os aumentos de custos está sendo adotada tanto pelos microempreendedores individuais (MEI) quanto pelos donos de micro e pequenas empresas em todo o país. A pesquisa revela que o repasse total do aumento de custos para o preço final foi adotado por apenas 10% das micro e pequenas empresas e 9% dos MEI no Brasil.
Essa é a primeira edição da pesquisa Pulso dos Pequenos Negócios, que será realizada trimestralmente pelo Sebrae e IBGE. A colheita de dados foi realizada entre os dias 26 de agosto e 11 de setembro nos 26 estados e no Distrito Federal. Foram ouvidos 6 mil donos de pequenos negócios e a margem de erro é de 1% para cima ou para baixo.

 

Assessoria