O presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT) participa da Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas de 2022 (COP-27), que acontecerá entre 6 e 18 de novembro em Sharm El Sheikh. É a primeira viagem oficial do petista, representando o Brasil, após a vitória nas urnas, no último domingo (30). Derrotado, o atual presidente do país, Jair Bolsonaro (PL), sequer se manifestou sobre o evento, para o qual foi convidado.

A deputada federal Gleisi Hoffmann (PT-RS), que é presidente do PT e tem participado da transição de governo, confirmou a informação sobre a participação de Lula à CNN Brasil na manhã desta sexta (4). Ela contou ainda que neste sábado (6), primeiro dia da COP-27, alguns integrantes do partido seguirão para o Egito, como um dos coordenadores do programa ambiental da campanha de Lula, o ambientalista e deputado federal Nilto Tatto (PT-SP).

A reunião anual serve para os governos discutirem como implementar medidas de mitigação e adaptação à mudança climática. Desde 2015, quando os países assinaram o Acordo de Paris para o clima, o encontro é o principal foro em que os termos do acordo são negociados e as promessas de corte de emissões de CO2 são formalizadas.

Lula foi convidado a integrar a comitiva do governador do Pará, Helder Barbalho, em nome do Consórcio de Governadores da Amazônia Legal, e aproveitará o evento para reforçar ao mundo seu compromisso com a agenda ambiental.

O petista pode se encontrar com líderes mundiais na reunião, como o presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, por exemplo. Não está prevista a ida do presidente Jair Bolsonaro (PL) para a COP-27, até o momento.

O presidente eleito tem dito que quer “recolocar o Brasil” no palco internacional, com a retomada de diálogo com países que se mantiveram distantes do governo Jair Bolsonaro. A questão ambiental tem sido colocada por Lula como uma pauta central no diálogo com outros países.

A preocupação climática está no centro das prioridades da agenda internacional de Biden, o que gerou desafios para Bolsonaro. O atual presidente foi pressionado pela comunidade internacional, incluindo europeus e americanos, pela alta nas queimadas na região da Amazônia durante seu governo. Lula recebeu a ligação de cerca de 20 líderes internacionais na segunda (31), entre eles Biden, que parabenizaram o petista pela vitória.

Entre 2004 e 2012, anos em que os petistas Lula e Dilma Rousseff estiveram no Palácio do Planalto, o desmate na Floresta Amazônica caiu 80%; sob Bolsonaro, porém, subiu 73% nos três primeiros anos.`

AMBIENTALISTA, MARINA SILVA TAMBÉM PARTICIPA DA COP-27
Aliada de Lula, a deputada federal eleita Marina Silva (Rede-SP) também irá à COP-27, como ambientalista. Ela afirmou durante entrevista ao programa Roda Viva, da TV Cultura, que a sua ida ao fórum internacional já estava prevista antes da vitória de Lula. Marina, que condicionou seu apoio a Lula à incorporação de pautas no programa de governo do presidente eleito, é uma das cotadas para assumir um ministério a partir de 2023. (Com Estadão Conteúdo).

 

Agência Brasil