Carla Zambelli teve sua redes sociais suspensas na terça-feira, 1º, após uma decisão judicial

A Procuradoria-Geral da República ouvirá na próxima quarta-feira 16 a deputada federal Carla Zambelli (PL-SP) sobre o caso de perseguição armada a um apoiador de Lula (PT) na véspera do segundo turno da eleição. Zambelli, que está nos Estados Unidos, deve participar de forma remota da oitiva.

O depoimento foi agendado pela PGR após autorização do ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal.

“Logo que recebi a notificação, me coloquei a disposição da PGR. Sou a mais interessada em elucidar o episódio e provar que agi em legítima defesa, conforme artigo 25 do Código Penal, e também em conformidade com os artigos 301 e 302, III, do Código de Processo Penal”, afirmou Zambelli em comunicado na tarde desta terça-feira 8.

Em 29 de outubro, a deputada de extrema-direita sacou uma arma e a apontou para um apoiador de Lula entre as alamedas Joaquim Eugênio de Lima e Lorena, no bairro Jardins, em São Paulo. Nas imagens que circularam nas redes sociais, é possível ver pessoas correndo e Zambelli com a arma em punho, entrando em uma lanchonete e ordenando, aos gritos, que um homem negro deitasse no chão.

Em outro registro da cena, nota-se um estampido. O mesmo vídeo mostra que Zambelli estava acompanhada por um homem de cinza, também armado.

Nas redes sociais, Zambelli disse ter sido cercada por “militantes de Lula” e agredida. A versão, porém, não reverberou por muito tempo. Após vídeos demonstrarem que a bolsonarista não foi derrubada, aliados apagaram postagens em que reproduziam o discurso sobre a suposta agressão.

 

Carta Capital