A criação de um fundo monetário para eventuais danos climáticos já era uma demanda de países vulneráveis e em desenvolvimento

A COP27, conferência climática da ONU (Organização das Nações Unidas), fechou um acordo provisório para um fundo de “perdas e danos” para regiões diretamente afetadas pelas mudanças climáticas. Não foram divulgados detalhes quanto ao modelo financeiro e a logística da reserva. As informações são do jornal The Wall Street Journal.

O fundo será destinado a pagar danos relacionados ao clima em países mais vulneráveis que já são impactados pela mudança climática. O termo “perdas e danos” refere-se a elevação do nível do mar, tempestades fortes e outros eventos causadores de destruição repentina ou consideravelmente irreparável.

Representantes de países desenvolvidos e em desenvolvimento concordaram em estabelecer a medida nas últimas horas da COP27, realizada de 6 a 18 de novembro, no Egito. No entanto, as nações mais ricas querem mais comprometimento dos países em desenvolvimento para reduzir a emissão de gases durante os próximos 10 anos, cumprindo com as metas climáticas do Acordo de Paris.

Além de direcionar verba para países em situação de vulnerabilidade, o fundo também é uma demanda de nações que não querem que o dinheiro vá para a China e outros países com altos índices de renda, mas considerados em desenvolvimento. Como parte do processo de criação da reserva monetária, outras fontes de financiamento serão identificadas.

Os EUA, países da Europa e outras regiões desenvolvidas já haviam afirmado que um novo fundo não era necessário, e que a verba para perdas e danos poderia ser fornecida por instituições que já disponibilizam financiamento climático.

Espera-se que os EUA -maior emissor de gases do efeito estufa- liderem as iniciativas para fornecer o financiamento climático quando solicitado. Para tal, o presidente norte-americano precisará da aprovação do Congresso, onde deve enfrentar oposição republicana.

A UE (União Europeia), disse estar disposta a criar o fundo, desde que visasse países em desenvolvimento e vulnerabilidade, e que economias emergentes também contribuíssem.

Poder 360