Flamengo e Vasco rendem fortes emoções em clássico que termina com pênalti perdido por Gabigol

Vasco vai bem contra o Flamengo, que fez jogo de muita oscilação no Maracanã e ainda viu Gabigol perder pênalti que selaria vitória

Flamengo e Vasco empataram em 0 a 0 na chuvosa noite deste domingo (04), em jogo válido pela sexta rodada da Taça Guanabara. As duas equipes buscaram o gol de maneira incessante, embora não tenham conseguido furar os bloqueios montados pelas defesas, seja por sorte ou incompetência do ataque. Gabigol ainda desperdiçou um pênalti. O jogo também envolveu algumas curiosidades e, infelizmente, para as equipes, o gramado do Maracanã não estava bom.

Oscilação do Flamengo no primeiro tempo

Os 45 minutos inicias do Flamengo foram de muita oscilação. Dominou o jogo no meio-campo e esteve mais no campo de ataque do Vasco da Gama, algo que já era esperado, mas as jogadas dificilmente resultavam em perigo para o goleiro Léo Jardim. Arrascaeta e De La Cruz se movimentaram bastante, porém contaram com pouca eficiência de Pedro e Cebolinha. O camisa 9, inclusive, pouco tocou na bola.

A melhor chance do Flamengo veio em um escanteio, quando Arrascaeta cobrou na medida e Fabrício Bruno subiu sozinho, mas jogou para fora. E se o início de jogo ainda foi mais interessante, com o domínio das ações, a parte final do primeiro tempo viu um Rubro-Negro acuado, que poderia ter ido para os vestiários em desvantagem se não fosse a salvada impressionante de Léo Pereira.

Rossi teve dificuldades com o gramado no primeiro tempo (Foto: Thiago Ribeiro/AGIF/Sipa USA)

A belíssima ação defensiva do zagueiro merece destaque pois, além de salvar o Flamengo de um gol certo de Vegetti, mostrou toda a inteligência do atleta. Ao perceber que o atacante do Vasco ganharia de Varela no alto, Léo Pereira soube se posicionar em tempo para alcançar onde nem mesmo Rossi poderia. Igualdade ao apito final, mas parecia que Tite teria mais trabalho que Ramon Díaz para acertar o time.

Anti-clímax para a torcida do Flamengo

Se Léo Pereira foi protagonista de uma salvada no primeiro tempo, também teve a oportunidade de se consagrar no segundo. Mais uma vez, o zagueiro esteve cara a cara com Vegetti e conseguiu salvar. Rossi falhou de maneira inacreditável, e o restante da defesa ficou olhando o esforço hercúleo do defensor. Acabou sendo tudo em vão para o Flamengo.

Tite até tentou lançar Gabigol e Bruno Henrique, melhorando o ataque e deixando o time mais insinuante. Era uma clara resposta às mudanças de Ramon Díaz e surtiu certo efeito. O problema foi que quando todos aceitavam o empate sem gols, Gerson achou Arrascaeta, que sofreu pênalti. Gabriel, tão letal da marca da cal, telegrafou o canto e acabou desperdiçando a cobrança.

No fim, o empate acabou sendo um resultado justo para o que o Flamengo apresentou dentro de campo. Léo Pereira, sem dúvida, foi a principal figura, enquanto Fabrício Bruno e Wesley se destacaram negativamente.

Vegetti desperdiça grande chance do Vasco

Ciente da inferioridade técnica em relação ao adversário, o técnico Ramón Diaz optou por uma escalação um pouco mais conservadora, com três zagueiros e dois volantes no meio. E, apesar do Flamengo ter dominado o primeiro tempo, a estratégia vascaína deu certo. O Cruz-Maltino soube suportar a pressão rubro-negra, que cercou a área do Vasco, mas não conseguiu muitas infiltrações. O Flamengo só conseguiu chegar em duas oportunidades pelo alto, com Arrascaeta e Fabrício Bruno, além de uma finalização de Everton Cebolinha do meio de campo que quase encobriu Léo Jardim.

O Vasco ainda sofreu com a saída precoce de Jair. O meia vascaíno levou pior em uma dividida com Gerson e ficou com dores no joelho esquerdo. Ele ainda tentou seguir no jogo, mas acabou substituído aos 10′. Ramón Diaz optou pela entrada de Mateus Carvalho, que deu ainda mais segurança a zaga do Vasco.

Arrascaeta e Payet, os dois cérebros por trás de Flamengo e Vasco (Foto: Thiago Ribeiro/AGIF/Sipa USA)

Apesar de pouco conseguir aparecer no ataque, o Vasco teve as melhores chances da partida. Ainda no primeiro tempo, Lucas Piton recebeu pela esquerda e deu um belo cruzamento para Vegetti. O argentino cabeceou bem, tirando de Rossi, mas Léo Pereira se recuperou e tirou a bola quase em cima da linha do gol. E esse duelo com o zagueiro rubro-negro, voltaria a atormentar o atacante vascaíno.

Logo na primeira oportunidade da etapa final, Vegetti ficou com uma sobra após erro de Varela e, na cara do gol, foi travado por Léo Pereira. A bola voltou para o atacante, que desviou fraco. A bola bateu na trave e novamente Léo Pereira salvou o Flamengo antes de Rossi defender.

Vasco em cima do Flamengo no segundo tempo

O Vasco conseguiu sair mais para o jogo na etapa final e melhorou com a entrada de Adson, que fez a sua estreia com a camisa vascaína. Pelo lado direito, o atacante foi insinuante e foi participativo na criação de jogadas. Mas o time ainda pecou no famoso “último passe” e na tomada de decisão no ataque. Payet, por exemplo, demorou para finalizar uma boa dentro da área e acabou travado pela zaga adversária.

Léo Jardim é herói

Pelas circunstâncias da partida, o 0 a 0 já parecia satisfatório para o Vasco na reta final do jogo. No entanto, o pênalti corretamente assinalado de João Victor em Arrascaeta, cobrado por Gabigol e defendido por Léo Jardim valorizou ainda mais o ponto conquistado no Maracanã.

 

Gramado ruim, e troca de uniformes inusitada

O Clássico dos Milhões é sempre um jogo repleto de curiosidades e a edição deste domingo (04) não foi diferente. Antes do fator inusitado, no entanto, foi preciso se atentar ao estado do gramado do Maracanã nos momentos que antecederam o duelo. A Trivela já havia explicado que a situação no gol da Norte, onde palcos de show ficaram ao longo de dezembro, era ruim, mas a chuva fez questão de piorar. Ao longo do jogo, melhorou.

 

O inusitado ficou por conta do Flamengo, que veio para o primeiro tempo com seu uniforme tradicional, mas voltou dos vestiários com a camisa de número 2, a branca. O pedido veio da equipe de arbitragem, que viu semelhanças com a primeira camisa, e short, do Vasco da Gama. A estreia do Maracanã em 2024 contou com diversas nuances interessantes.

 

Como fica a situação de Flamengo e Vasco no Carioca

O resultado deixou o Flamengo em sexto, com nove pontos e um jogo a menos do que a maioria dos rivais na Taça Guanabara. O próximo compromisso do Rubro-Negro será mais um clássico, dessa vez na quarta-feira, (07), às 21h30 (de Brasília), diante do Botafogo. O duelo também acontecerá no Maracanã.

O Vasco, por sua vez, está na sétima posição com o empate, e encara o Audax, um dos lanternas da Taça Guanabara, na próxima rodada. O duelo, curiosamente, será disputado na Arena da Amazônia, em Manaus, um grande reduto de cruz-maltinos.

Por Trivela