Adolescente é assassinado após briga em jogo online

Um crime envolvendo o esfaqueamento de três jovens na porta do Colégio Estadual Leiny Lopes de Souza, em Anápolis, Goiás, resultou na morte de um deles nesta semana. O crime aparentemente foi motivado por um desentendimento envolvendo o jogo Free Fire, relatou o delegado Ulisses Valentim, que investiga o ocorrido.

Três suspeitos foram levados à delegacia após o crime, incluindo a mãe e os dois filhos. Um adolescente de 14 anos morreu no local, enquanto que os outros dois adolescentes, de 12 e 15 anos, foram levados ao Hospital de Urgências de Anápolis.

O delegado afirmou que o trio estava jogando em uma live nas redes sociais na noite da última segunda-feira (19), quando surgiu outro jovem que “começou a proferir ofensas”. Em seguida, eles combinaram uma briga na hora da saída da escola para resolver suas diferenças. A mãe e o irmão mais velho de um dos envolvidos na briga foram ao colégio, ele portando uma faca e ela um martelo.

“A briga foi por conta de um joguinho de Free Fire, uma live que aconteceu no Instagram na noite de ontem. A escola não tem nada a ver com isso. Foi uma briga que eles combinaram na saída da escola e agora o fato vai ser levado para a delegacia de polícia”, disse o delegado.

De acordo com o que disse uma testemunha ao site O Popular, foi a própria mãe que acionou a Polícia Militar, alegando que alunos estavam ameaçando o filho dela na porta da escola.

“Ela estava com um martelo na mão e o filho mais velho dela com uma faca. Ele surtou e esfaqueou três pessoas. Um morreu na hora”, disse a testemunha, que preferiu não se identificar.

Em nota, a Secretaria de Estado da Educação de Goiás (Seduc) informou que a briga ocorreu fora do ambiente escolar e por motivações pessoais, segundo constam as informações iniciais. Disse também que a Superintendência de Segurança Escolar e Colégio Militar da Seduc foi ao local para acompanhar o ocorrido, e que o Núcleo de Saúde e Segurança do Servidor e do Estudante da Seduc está acompanhando o caso. Concluindo a nota, lamentou o ocorrido e disse que existem esforços para “promoção de uma cultura da paz”.