Faustão era o 13º na lista de transplante renal, diz secretaria da saúde de SP

Em agosto do ano passado Faustão fez um transplante de coração, o que dá prioridade para casos de transplante de outros órgãos, segundo resolução estadual de 2019

O apresentador Fausto Silva, 73, que passou por um transplante de rim na segunda-feira (26), era o 13º na lista para o procedimento, segundo a Secretaria de Saúde do Estado de São Paulo. Ele cumpria requisitos prioritários para a cirurgia.

“A Central de Transplantes do Estado de São Paulo informa que o paciente F.S. foi inserido na fila para transplante em 6 de fevereiro e, seguindo resoluções estaduais, foi submetido ao transplante de rim na última segunda-feira (26), cumprindo os critérios de priorização. F.S. encontrava-se como 13º na lista para o procedimento”, informa a nota.

Em agosto do ano passado Faustão fez um transplante de coração, o que dá prioridade para casos de transplante de outros órgãos, segundo resolução estadual de 2019.

“De acordo com a Resolução Estadual SS 06 de 2019, são critérios de priorização: a) impossibilidade total de acesso para diálise, b) pós-transplante de outro órgão, c) pós-doação renal. Já os critérios de classificação de receptores potenciais para fins de transplante de rim são: compatibilidade HLA (genética), compatibilidade ABO (sanguínea), priorização e idade do doador”, afirma a Secretaria de Estado da Saúde.

Outros fatores que definem ainda o paciente como prioritário, segundo a resolução, são a impossibilidade de acesso intravenoso para diálise, procedimento que filtra o sangue, ou casos em que o doente já tenha sido doador renal.

Os critérios que classificam os potenciais receptores do órgão, no entanto, são diferentes. São necessárias as compatibilidades genética e sanguínea, além da idade compatível do doador.

O comunicado informou ainda que Faustão foi inserido na fila para receber o rim em 6 de fevereiro deste ano.

Vale lembrar que todos que aguardam por um de transplante precisam ter doença crônica renal que comprometa 15% ou menos da capacidade do órgão. Hoje, 38.908 pessoas estão na fila. O estado de São Paulo lidera a lista.

POR FOLHAPRESS