Escritora atacada por pitbulls recebe alta e é aplaudida em hospital; veja vídeo

Roseana Murray, uma escritora de 73 anos, sofreu um ataque de três pitbulls enquanto caminhava em uma rua do Rio de Janeiro. Ela teve o braço direito amputado e recebeu tratamento de equipe médica para reconstruir o braço esquerdo.

Roseana Murray, a escritora de 73 anos que sofreu um ataque de três pitbulls enquanto caminhava em uma rua do Rio de Janeiro, recebeu alta hospitalar na manhã desta quinta-feira, 18, do Hospital estadual Alberto Torres, em São Gonçalo. A data coincidiu com a celebração do Dia Nacional do Livro Infantil.

Depois de passar 13 dias hospitalizada, ela foi aplaudida pela equipe médica, por familiares e amigos, e compartilhou a alegria com todos os presentes. Registros do momento foram compartilhados pela GloboNews.

“Para começar, eu tenho que aprender a escrever com a mão esquerda. Isso para mim, é o mais importante. Vou ter que aprender muitas coisas, vou ser aluna de novo”, disse ela ao telejornal RJ1, da TV Globo.

Recentemente, Roseana relembrou os momentos de terror que viveu em entrevista ao Fantástico, da TV Globo, que foi ao ar neste domingo, 14, e contou que viu os animais quando saiu de casa, mas esperava que eles fossem deixá-la passar pela rua.

“Quando eu passei, eles me atacaram ao mesmo tempo. Me derrubaram e foi muito, muito rápido. Eu fiquei gritando por socorro, mas não passava ninguém, porque eu tava indo para academia, às 6 horas da manhã”, relembrou.

Enquanto o ataque acontecia, Eduardo Neves, um ultramaratonista que corria na praia, viu e conseguiu parar os cachorros. De acordo com ele, tentou parar a agressão com um cabo de vassoura.

“Só que os cachorros saiam dela, vinha para cima de mim e eu subia o muro. (…) Aí do nada veio um carro de passeio e o cara jogou o carro em cima dos cachorros”, disse Eduardo.

Roseana sofreu lesões graves no corpo e na face, hemorragias e teve o braço direito amputado. Segundo o médico Tarcísio Encinas, a equipe médica conseguiu reconstruir o braço esquerdo da escritora. Os dois filhos da idosa contaram que esperavam o pior.

“Falei para ela, ‘mãe a gente tá aqui, a gente tá aqui com você e você, você, você lutou, você sobreviveu, você tá viva, a gente ainda tem muita coisa pela frente, a gente ainda tá aqui do seu lado, mas se você tiver cansadinha, quiser fechar os olhinhos e partir, fica tranquila, porque a gente tá aqui com você’”,  relembrou o filho mais novo Guga Murray. “Então, com um sopro de voz que ela conseguiu emitir, ela falou: ‘eu quero viver’”.

Por Terra