Paraíba registra mais de 11 mil casos de dengue, chikungunya e zika em cinco meses

Além do aumento de casos de dengue, a SES-PB verificou ampliação de 55% nos de chikungunya. Já em relação à zika, houve uma retração de 6%.

A Paraíba registrou um aumento de 122,37% nos casos de dengue registrados de janeiro até 31 de maio. A constatação está no boletim das arboviroses, divulgado nesta terça-feira (4), pela Secretaria de Estado da Saúde (SES-PB). Como antecipou o ClickPB, em todo o estado foram confirmados seis óbitos por dengue e quatro por Chikungunya; outras 12 mortes estão em investigação.

Os seis confirmados para dengue foram de pacientes das cidades de Camalaú, Conde, Campina Grande, Cabedelo e São João do Rio Peixe. Os quatro óbitos por Chikungunya foram de pacientes de Sapé, João Pessoa, Campina Grande e Pirpirituba.

Os casos prováveis de arboviroses totalizam 11.305, sendo 9.969 para dengue, 1.269 para chikungunya e 67 para zika. Além do aumento de casos de dengue, a SES-PB verificou ampliação de 55% nos de chikungunya. Já em relação à zika, houve uma retração de 6%.

De acordo com a técnica das arboviroses da SES, Carla Jaciara, a SES vem elaborando e desenvolvendo ações voltadas especificamente ao controle da dengue, chikungunya e zika. Essas ações envolvem capacitações do manejo clínico, oficinas, instalação de armadilhas ovitrampas, reuniões virtuais, visitas técnicas aos municípios onde ocorreram óbitos ou que ainda estão com óbito em investigação.

O trabalho desenvolvido inclui também a reestruturação da sala de situação onde são liberados informes diários sobre o cenário das arboviroses, análise dos municípios com alta incidência para traçar estratégias direcionadas ao combate e o controle dessas doenças. “E realizamos também alinhamento das ações de vigilância ambiental por macro região de saúde”, acrescentou.

A SES também orienta os municípios a fazer as notificações de forma correta e tem capacitado as equipes para isso. A Secretaria também recomenda que os municípios intensifiquem as ações de modo integrado com diversos setores, além de buscar sensibilizar a população quanto ao autocuidado para a eliminação de criadores do mosquito Aedes aegypti. Além disso, a população deve ficar atenta aos sintomas e, quando necessário, procurar um serviço de saúde para identificar em tempo oportuno os casos suspeitos de arbovirose no território.

O Boletim também apresenta os dados do 1º Levantamento Rápido de Índices para o Aedes argypti (LIRAa) na Paraíba. Os 223 municípios realizaram o levantamento e, de acordo com os dados enviados, 49 municípios encontram-se em situação de alto risco, 138 foram classificados como médio risco e 36 como baixo risco.

Por ClickPB com assessoria.