Vila do Artesão, em Campina Grande: mulheres empreendedoras

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Foto: Clara Santos/Repórter Junino

Considerado um dos principais pontos turísticos da festa de São João de Campina Grande, a Vila do Artesão mantém um arsenal de itens que exaltam a história e a tradição nordestina. A grande variedade de produção diz respeito a trabalhos artesanais que vão da chita ao couro.

Em sua maioria, os artefatos passaram pelas mãos de mulheres que representam o importante protagonismo feminino no desenvolvimento da economia e cultura das festividades juninas.

São mulheres que encontraram no artesanato, uma forma de empreender e empoderar-se financeiramente e, de quebra, abrilhantar ainda mais o Maior São João do Mundo.

Entre as protagonistas desse feito, está a artesã Gesilda Souza, de 59 anos, que administra o chalé “Via Terra”. Ela trabalha com o algodão colorido natural, o ouro campinense, como base para vestidos, peças decorativas, sandálias e souvenirs vendidos no chalé há 14 anos.

“Eu trabalhava com comércio e fiquei desempregada com três filhos pra criar. Na época, fazia sandálias de couro sintético com meu marido, mas não gostava, então eu tive a ideia de fazer uma sandália com algodão. Comprei a minha casa com essas sandálias”, contou.

Considerado um dos principais pontos turísticos da festa de São João de Campina Grande, a Vila do Artesão mantém um arsenal de itens que exaltam a história e a tradição nordestina. A grande variedade de produção diz respeito a trabalhos artesanais que vão da chita ao couro.

Em sua maioria, os artefatos passaram pelas mãos de mulheres que representam o importante protagonismo feminino no desenvolvimento da economia e cultura das festividades juninas.

São mulheres que encontraram no artesanato, uma forma de empreender e empoderar-se financeiramente e, de quebra, abrilhantar ainda mais o Maior São João do Mundo.

Entre as protagonistas desse feito, está a artesã Gesilda Souza, de 59 anos, que administra o chalé “Via Terra”. Ela trabalha com o algodão colorido natural, o ouro campinense, como base para vestidos, peças decorativas, sandálias e souvenirs vendidos no chalé há 14 anos.

“Eu trabalhava com comércio e fiquei desempregada com três filhos pra criar. Na época, fazia sandálias de couro sintético com meu marido, mas não gostava, então eu tive a ideia de fazer uma sandália com algodão. Comprei a minha casa com essas sandálias”, contou.

gesilda souza

Foto: Clara Santos/Repórter Junino

Formada em design de moda, Gesilda (foto) conta que o trabalho começa na agricultura familiar, responsável pela coleta da matéria-prima e perpassa por outras mulheres ao longo do processo de produção, como uma rede de apoio.

“Tem as mulheres, os filhos dos agricultores e os agricultores. A gente traz o algodão produzido por eles e quando o algodão chega aqui, a gente leva para o SENAI e eles fazem a tecelagem pra gente produzir as peças. É um processo de cadeia produtiva mesmo. Tudo artesanal”, explica a empresária.

De acordo com dados da Agência Sebrae de abril de 2024, o artesanato representa 3% do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro, que é gerado por 8,5 milhões de artesãos, dos quais 77% são mulheres. Na maioria das vezes essas artesãs replicam o que aprenderam pelas mãos das mães e avós, fazendo de seu trabalho um movimento geracional familiar.

É o caso da artesã Marines Gomes de Oliveira, de 52 anos, que aprendeu o ofício ainda na infância com sua avó e na necessidade de manter sua família, passou a produzir peças para vender entre a vizinhança do distrito de São José da Mata, onde morava com sua mãe e seus irmãos.

“Eu sempre admirei minha avó fazer conchinhas de retalhos e quando eu tinha três anos meu pai faleceu e deixou minha mãe com 12 filhos. Ela só sabia trabalhar na agricultura, então eu comecei a fazer bonecas e vender na vizinhança pra ajudar. Algumas pessoas pagavam com dinheiro, outras me davam ovos de galinha, frutas, biscoitos”, relembra a artesã que hoje vive confortavelmente de sua arte.

Foto: Clara Santos/Repórter Junino

Em seu chalé, “Vida Nova”, Marines (foto) trabalha com uma grande variedade de produtos, que vão de vestidos juninos até tapeçarias, a partir de técnicas como o cabaço e o macramê: “As ideias vêm da minha cabeça. Eu só faço peças únicas, então boto o material lá e meto a cara e faço”, contou.

No setor gastronômico da Vila, o chalé “Art Licor” da artesã Josélia Brito, atrai os amantes de ‘biritas’ nordestinas artesanais. A irmã de Josélia, Josimelia de Oliveira, que também é gerente do chalé da família, conta que o forte da produção é o “Juízo”, uma cachaça licorosa com mel muito comum no Nordeste misturada a um ingrediente secreto.

Nas prateleiras de madeira do chalé é possível encontrar licores, geleias veganas, biscoitos e cachaças com as mais diversas combinações. “Foi minha irmã e seu falecido esposo que começaram e inventaram de fazer licores e estão passando de pai pra filho, as minhas sobrinhas por exemplo já têm loja em Caruaru”, contou a gerente de um dos pontos mais visitados pelos campinenses e turistas.

Josimelia acrescenta que o trabalho da irmã também teve impacto em sua vida, pois ao abandonar o trabalho no comércio pôde começar a administrar o chalé e adquirir uma fonte de renda mais digna e flexível.

“Eu sempre trabalhei como vendedora de roupa e decoração, mas não queria mais trabalhar no comércio, queria algo para mim. Então, decidi reabrir a loja na pandemia. Eu amo trabalhar aqui, porque tenho autonomia”, destacou ao mostrar sua paixão pelo ofício de artesã.

A Vila do Artesão conta com 17 artesãos e artesãs. A Vila está aberta para visitação de segunda a domingo das 9h até as 19h e fica localizada na Rua Prof. Almeida Barreto, S/N, no bairro São José, em Campina Grande (PB).

Por ParaíbaOnline 

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