Análise: por que PT acerta duplamente na estratégia em João Pessoa

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Luciano Cartaxo vence queda de braço e PT ganha candidatura competitiva. Foto: Reprodução

Ressalvados raros momentos, o PT da Paraíba é um partido que ruge alto, mas sempre termina miando em matéria de estratégias para eleições majoritárias. Uma dessas exceções foi quando venceu, em 2012, a disputa pela Prefeitura de João Pessoa.

De lá pra cá, o partido não teve uma grande vitória para chamar de sua. O descompasso entre o tamanho nacional e a representatividade paraibana fica escancarado na inexpressividade do número de prefeitos, uma constatação que denuncia a ‘síndrome do rabo de cavalo’.

Agora mesmo estava para reforçar a sina. Abdicar da disputa de João Pessoa seria amiudar a legenda que já governou a cidade e governa o Brasil. Escolher o perfil errado da candidatura seria outro equívoco. A correção de rota veio da direção nacional.

O PT acerta duplamente, ao decidir por candidatura própria, passo que posiciona a sigla no jogo da sucessão municipal e na eleição de 2026, e ao optar pelo deputado Luciano Cartaxo, reconhecidamente o nome com maior perspectiva e viabilidade eleitoral.

Na pior das hipóteses, o partido terá força para decidir o segundo turno. Na melhor, pode ir com o prefeito Cícero Lucena (PP).

Do ponto de vista individual, pesou a favor de Cartaxo as pesquisas de intenção de voto como critério, e a sua proverbial paciência na cena pública e no jogo dos bastidores. No fator político, teve muita força a operação e mobilização do ex-governador Ricardo Coutinho e do deputado Luiz Couto junto a cúpula petista em Brasília.

Cartaxo venceu a queda de braço e o PT ganhou uma candidatura competitiva. Excetuadas as brigas internas, bom para ambos.

Por Mais PB 

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