Caoa desistiu de comprar a fábrica da Ford, diz governador de São Paulo

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A Caoa, que produz veículos das marcas Caoa Chery e Hyundai, possui duas fábricas em operação no Brasil, nas cidades de Jacareí (SP) e Anápolis (GO). (Foto: reprodução)

Doria afirmou que é mais fácil para o governo incentivar a implantação de uma fábrica do que vender uma já instalada, como é o caso da Ford.

O governador de São Paulo, João Doria (PSDB), afirmou nesta segunda-feira (13) que a Caoa desistiu de comprar a fábrica da Ford em São Bernardo do Campo, no ABC Paulista, fechada desde o final de outubro.

Segundo o governador, o grupo decidiu investir na implantação de uma nova fábrica de automóveis no Estado, que será anunciada ainda em 2020. Sobre o negócio da Ford, Doria disse que no momento outros dois possíveis compradores avaliam a unidade de São Bernardo.

“Nós não desistimos do tema da Ford ainda. Há um entendimento novo com dois fabricantes chineses, entendimentos que estão em curso. Não temos propagado até para que eles possam seguir com tranquilidade, sem a pressão do tempo”, afirmou Doria depois de participar de um evento na capital paulista.

“Caoa não foi possível viabilizar neste caso específico, mas a Caoa deve anunciar agora em 2020 um novo e forte investimento com um fabricante chinês na indústria automobilística aqui em São Paulo.” A Caoa, que produz veículos das marcas Caoa Chery e Hyundai, possui duas fábricas em operação no Brasil, nas cidades de Jacareí (SP) e Anápolis (GO).

Doria afirmou que é mais fácil para o governo incentivar a implantação de uma fábrica do que vender uma já instalada, como é o caso da Ford. “Caoa acabou não consolidando a compra da fábrica da Ford exatamente porque o grande investidor chinês queria um espaço maior para produção automobilística”, disse.

Fábrica já fechou
Em fevereiro do ano passado, a Ford anunciou que iria encerrar as operações na fábrica de São Bernardo do Campo, bem como se retirar do mercado de caminhões na América do Sul.

No começo de 2019, a unidade empregava 2.350 funcionários. Desses, apenas mil, que são da área administrativa, foram mantidos. Eles deixarão a sede de São Bernardo em março, quando o restante do complexo será desativado.

Apesar de as negociações terem começado logo após o anúncio de fechamento, nenhuma outra empresa fechou negócio.

O G1 procurou a Caoa e a Ford, mas as empresas não retornaram até a última atualização desta reportagem.

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