Consórcio do Nordeste não visa oposição a Bolsonaro, diz João Azevêdo

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Falas de Bolsonaro não são motivo de preocupação pessoal, mas ele cobra um tratamento republicano com a Paraíba

Atacado por Bolsonaro ao tentar consertar a frase em que chamou o Nordeste de ‘paraíba’, o governador critica o clima de animosidade para o qual acabou sendo puxado e nega que tenha interesse escondendo o nome de Bolsonaro em obras federais. “Eu não tenho preocupação até porque a legislação prevê a inclusão de todos os entes em placas.”

Para João, as falas de Bolsonaro não são motivo de preocupação pessoal, mas ele cobra um tratamento republicano com a Paraíba. “Vou continuar cobrando tratamento republicano que nosso povo do estado merece. São 4 milhões de habitantes, eles têm direito”, diz.

Oposição

“De forma alguma. Essa coisa de dizer que o consórcio vai transformar o Nordeste em Cuba, que que quer separar o Nordeste do Brasil, isso é uma leitura simplória do processo. O consórcio é um suporte. Vamos criar um fundo de investimentos do Nordeste, com participação de vários bancos, para enfrentar a paralisia econômica do país. Queremos isso”, afirmou João.

Para o governador, o Brasil está parado economicamente, e a única coisa que se debate é reforma da Previdência, como se fosse resolver todas as questões, e não é assim. “Quando o Estado brasileiro não anda, o estado tem suas obrigações. Quando aprovamos o consórcio, uma grande questão é central de compras, que vai baixar o preço dos insumos. Então é isso que estamos buscando, não se tem nenhuma intenção de separar, é um absurdo tão grande”, disse.

Nordeste ‘virar Cuba’

“Fico pensando quando ele descobrir o consórcio do Brasil Central, o consórcio da Amazônia Legal; que os estados do Sul e Sudeste também estão se organizando para criarem os seus consórcios”, afirmou.

Com o slogan “O Brasil que cresce unido”, o Consórcio Nordeste foi apresentado no último dia 4, em Salvador, e reúne os nove estados da região. A ideia é realizar uma série de investimentos em conjunto, como a criação de uma central de compras, e fechar parcerias com entidades internacionais. Outra proposta é tentar contratar médicos estrangeiros para atuar na região.

paraibaja.com.br

O governador da Paraíba, João Azevêdo (PSB), afirmou, em entrevista ao UOL, que o governo federal cancelou o envio de recursos que já estariam garantidos para duas grandes obras federais no estado: uma barragem e a dragagem do principal porto do estado. Além disso, afirma que o governo não assinou nenhum convênio com a Paraíba neste ano.