Hospital Laureano sofre falta de medicamentos para tratar pacientes de câncer na PB

2183

Conhecido por ser referência em tratamento contra o Câncer na Paraíba, o Hospital Napoleão Laureano, localizado em João Pessoa, passa por dificuldades.

Os pacientes reclamam constantemente de falta de medicamentos e estão entrando na justiça para conseguirem se tratar.

Acontece que o hospital é filantrópico e, apesar do repasse de recursos, sobrevive de doações.

Promotora Maria das Graças Azevedo da Promotoria de Justiça do Ministério Público do estado disse em entrevista a Rádio Arapuan FM que este é um problema recorrente.

Ela afirmou que o MP está tomando as providências e que tem conhecimento dos problemas enfrentados na unidade hospitalar.

– Esse fato é recorrente na nossa promotoria principalmente no que diz respeito a medicamentos oncológicos para os pacientes que fazem tratamento de câncer. Algum tempo realmente está faltando alguns fármacos necessários até para os já cadastrados. Nós estamos sim trabalhando nisso, temos procedimentos judiciais, alguns já estão com decisão prolatada – apontou.

Quem também comentou sobre o caso foi o deputado federal Ruy Carneiro (PSDB).

Ele destacou dois problemas que atrapalham o atendimento no hospital.

– Eu busco levar o máximo de recursos possível até por saber da gravidade da situação. Existem dois grandes problemas: o teto de atendimento, ter a máquina funcionando e não poder atender o paciente por causa do teto, se continuar atendendo cria um rombo no hospital. O segundo problema é a tabela SUS que é defasada. A solução é se trabalhar em várias áreas. Hoje o problema é de custeio – frisou.

O secretário de saúde do estado, o médico Geraldo Medeiros, também lamentou durante entrevista a crítica situação do Laureano.

Medeiros disse que a tabela do SUS é defasada e afirmou que sua secretaria está estudando formas de minimizar o problema.

– O câncer representa a segunda causa morte no Brasil. Há 40 anos trabalho nessa área de saúde e se fala no aumento da tabela SUS e isso não vai acontecer. A tabela é tão irrisória que aumento de 100%, 200%, não representam nada. Acho que o governo, os entes federais precisam tomar essa responsabilidade. A secretaria de saúde está estudando como resolver ou minimizar isso. A Paraíba já comporta uma unidade hospitalar ampla de atendimento e tratamento de pacientes com câncer. Não da pra continuar desse jeito com os eles recorrendo a justiça para compra de medicamentos – pontuou.