Manifestantes enfrentam polícia em protestos contra G7 e demandam solução para Amazônia

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Marcha contra o G7 começou em Hendaye, no sudeste da França, neste sábado (24). Protestos pedem fim das queimadas na Amazônia. — Foto: Elixandro Cegarra/Reuters

Policiais usaram bombas de gás lacrimogênio para dispersar protestos. Mobilizações ocorrem perto do resort de Biarritz, onde os líderes da cúpula estão reunidos. Entre os temas dos protestos estão as mudanças climáticas e queimadas na floresta amazônica.

Milhares de ativistas antiglobalização e defensores do meio ambiente se uniram a manifestantes de “coletes amarelos” e separatistas bascos para protestar contra a reunião de cúpula do grupo de algumas das maiores economias do mundo (G7) neste sábado (24). Entre os vários motivos do protesto estão as queimadas na floresta amazônica.

Em Bayonne, perto do resort na cidade francesa de Biarritz, onde os líderes estão reunidos, a polícia chegou a usar bombas de gás lacrimogênio e jatos d’água para dispersar os manifestantes. Um helicóptero sobrevoou uma área com dezenas de manifestantes. Alguns jogavam pedras e gritavam contra linhas de proteção formadas por policiais, no centro histórico da cidade basca.

Manifestantes também se reuniram na cidade vizinha de Hendaye, na fronteira com a Espanha, e caminharam a até a cidade espanhola de Irun.

Os protestos são, principalmente, contra as políticas econômicas e climáticas conduzidas pelos países industrializados que lideram a economia global. Os manifestantes pedem mudanças concretas.

“Os maiores líderes capitalistas estão aqui e temos que mostrar a eles que a luta continua”, disse Alain Missana, de 48 anos, um eletricista que usava o colete amarelo, símbolo das manifestações contra o governo francês nos últimos meses.

“É mais dinheiro para os ricos e nada para os pobres. Vemos que as florestas amazônicas estão queimando e o ártico, derretendo. Os líderes vão nos ouvir”, acrescentou o manifestante.

Queimadas estão devastando grandes áreas de floresta amazônica neste ano. A Amazônia é considerada vital para a luta contra as mudanças climáticas.

Os manifestantes têm faixas com demandas que vão desde os direitos dos gays até a questão da Palestina, mas suas mensagens são direcionadas aos líderes de Estados Unidos, Alemanha, França, Reino Unido, Canadá, Japão e Itália, que iniciam suas conversas neste sábado.

“Não ao G7. Por um outro mundo”, diz um cartaz. “Chefes de estado, a Amazônia está queimando. Ajam agora”, afirma outro.

Mais de 13 mil policiais, apoiados por soldados, estão protegendo o local onde os líderes estão reunidos em Biarritz. A princípio, não havia sinais de grupos radicais entre os manifestantes.

G1