Noruega diz que acordo Efta-Mercosul traz garantias para a Amazônia

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Mercosul vai anunciar acordo com bloco europeu

Governo do país afirmou que o pacto prevê “um compromisso recíproco de respeitar os objetivos do Acordo de Paris sobre o Clima” de 2015.

A Noruega, país que ocupa a presidência rotativa da Associação Europeia de Livre Comércio (EFTA, sigla em inglês), formada por quatro países que não pertencem à UE, afirmou neste sábado (24) que o acordo comercial alcançado com o Mercosul traz garantias à preservação da Amazônia.

O ministro da Economia do país confirmou o acordo anunciado no dia anterior pelo presidente Jair Bolsonaro, muito criticado por lideranças mundiais por sua gestão da onda de incêndios na floresta amazônica.

“Uma questão importante (nas negociações) foi a gestão sustentável dos bosques e florestas. Todas as partes se comprometem a combater o desmatamento ilegal e proteger os direitos dos povos autóctones”, afirmou Torbjorn Roe Isaksen durante uma coletiva de imprensa em Oslo.

O acordo, que ainda precisa ser aprovado pelos governos e parlamentos dos países signatários, “cumpre os desejos da Noruega de uma gestão sustentável, concretamente da Amazônia”, acrescentou Torbjorn Roe Isaksen, de acordo com a agência norueguesa NTB.

O Ministério da Economia norueguês também afirmou em um comunicado que o texto prevê “um compromisso recíproco de respeitar os objetivos do Acordo de Paris sobre o Clima” de 2015.

Exportações de carne podem aumentar

O secretário especial de Comércio Exterior e Assuntos Internacionais, Marcos Troyjo, informou que o acordo comercial prevê cotas que vão permitir ao Brasil ampliar suas exportações de carne de frango e bovina para o bloco.

Troyjo informou à TV Globo e ao G1 que o acordo também prevê cotas para o Brasil exportar frutas, sucos naturais, farelo de soja e milho.

Noruega, Islândia, Suíça e Liechtenstein integram a Efta. Juntos, os quatro países somam um Produto Interno Bruto (PIB) de U$S 1,1 trilhão. Enquanto o Mercosul é formado por Brasil, Argentina, Uruguai e Paraguai.

Este tratado comercial chega dois meses depois de que a UE e o Mercosul chegaram a um acordo de livre comércio, que ainda deve ser ratificado.

Na sexta, a França e a Irlanda ameaçaram vetar este pacto, devido à gestão de Bolsonaro dos incêndios na floresta amazônica.

Em uma coletiva de imprensa anterior à cúpula do G7 em Biarritz (França), o presidente do Conselho Europeu, Donald Tusk, considerou neste sábado “dificilmente imaginável” a ratificação do acordo UE-Mercosul enquanto a Amazônia continuar queimando.

G1