Pela 2ª vez, famosa livraria de Roma é atingida por incêndio

4
© Ansa Brasil Pela 2ª vez, livraria 'La Pecora Elettrica' é atingida por incêndio
(ANSA) – Uma famosa livraria de Roma foi atingida por um incêndio na madrugada desta quarta-feira (6). “La Pecora Elettrica”, que é declaradamente antifascista, funciona como cafeteria e promove eventos culturais, já tinha sido destruída por um outro incêndio no dia 25 de abril, de origem criminosa, e deveria reabrir as portas hoje. A polícia italiana investiga o caso. De acordo com fontes locais, teriam sido encontrados vestígios de líquido inflamável, o que leva a crer que se trata novamente de um crime doloso. “O incêndio desta noite destruiu a livraria de novo. Entraram lá e colocaram fogo em tudo”, disse um dos proprietários da “Pecora Elettrica”. O ministro da Cultura da Itália, Dario Franceschini, lamentou o ocorrido em uma visita à livraria, que fica na Via delle Palme, na capital italiana. “É um fato de absoluta gravidade. Estou aqui para expressar a proximidade de todos os políticos, mas também para garantir o empenho do governo para que isso não ocorra mais”, disse. A prefeita de Roma, Virginia Raggi, também se pronunciou.

“Inquietante o enésimo incêndio na livraria Pecora Elettrica, em Roma. Se for confirmado um ato doloso, será extremamente grave.

Estou ao lado dos proprietários. Que isso seja esclarecido rapidamente”. Uma das suspeitas é de que a livraria e uma outra pizzaria da mesma rua, a “Cento55”, incomodem traficantes de drogas e criminosos, pois os dois estabelecimentos costumam ficar abertos até tarde da noite. A pizzaria também sofreu com um incêndio no dia 9 de outubro. A polícia investiga a relação entre os episódios. Nas redes sociais, os italianos se mobilizaram em apoio à livraria. Está agendada para a tarde de hoje uma passeata com cerca de 2 mil pessoas por Roma, a partir da Piazza dei Mirti. No primeiro incêndio, em 25 de abril, os italianos também se reuniram para uma campanha de crowdfunding para ajudar na reconstrução da “Pecora Elettrica”.

(ANSA)