Pesquisa revela que aumento das vendas no Black Friday será o maior desde 2016

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Como comparativo, em 2018 a BF registrou crescimento de 9% e faturamento de R$ 13 bi. Tudo indica que esse será o menor crescimento desde 2016. (Foto: reprodução)

Pesquisa Black Friday: venda de bens duráveis crescerá 4%. Faturamento será de R$ 13,5 Bi.

De acordo com levantamento da GFK, as vendas na Black Friday desse ano deverão crescer 4%, alcançando um máximo de R$ 13,5 bilhões no setor de Bens Duráveis. Como comparativo, em 2018 a BF registrou crescimento de 9% e faturamento de R$ 13 bi. Tudo indica que esse será o menor crescimento desde 2016.

Independente da tímida elevação de vendas, a data continua sendo muito positiva para varejistas de bens duráveis (especialmente smartphone e TV). Segundo a consultoria, 76% dos consumidores pesquisados afirmam que já compraram em pelo menos duas edições da Black Friday — e asseguram que comprarão novamente nessa edição.

A Black Friday é, atualmente, a segunda data mais importante para o comércio brasileiro – perdendo apenas para o Natal na mensuração do impacto econômico para o setor. A expectativa para novembro 2019 é de crescimento de 7% no faturamento real do comércio eletrônico em relação ao mesmo mês do ano passado, segundo dados da Pesquisa Conjuntural do Comércio Eletrônico (PCCE – Ebit), realizada pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP).

Ainda que a Black Friday esteja programada para o dia 29 deste mês, os varejistas aproveitam a tendência positiva de novembro para antecipar as campanhas de divulgação, prolongando as ofertas ao máximo. Esse pode ser um trunfo para que o empresário equilibre os níveis de estoque que porventura ficaram acima do adequado para o estabelecimento e para que prepare as prateleiras para as vendas natalinas.

O comércio eletrônico deve movimentar em novembro em torno de R$ 2,9 bilhões, ao passo que o faturamento total do comércio varejista deve ficar em torno R$ 68 bilhões.

Entretanto, em uma análise dos segmentos dos bens de consumo, eletrodomésticos, eletrônicos e lojas de departamento devem ter expansão de apenas 5% nas vendas nas lojas físicas. Os dados da PCCE apontam para a tendência de que a data traga mais efeitos positivos para esses segmentos no comércio eletrônico do que no físico.

Novembro é o mês com maior peso no faturamento anual do comércio eletrônico, com aproximadamente 14,5% de participação no resultado total, seguido de dezembro – em torno de 9%.

Já a participação do varejo online no total dos ganhos do comércio varejista, excluindo o mês de novembro, gira em torno de 2,5%, conforme a série histórica da PCCE aponta. O desempenho em novembro, contudo, é aquecido a ponto de levar essa participação para 4,3%.

O crescimento nas vendas pode ser influenciado pela melhora – ainda que lenta – no cenário econômico, além de preços ancorados em patamares abaixo da inflação (aproximadamente 3,29% previstos para 2019 no boletim Focus do Banco Central), com taxas de juros em tendência de queda, uma recuperação discreta da geração de empregos e mais confiança de agentes, tanto dos consumidores quando dos empresários mais confiantes, para investir e contratar no período do fim do ano.

Outros fatores que tendem a impulsionar o consumo e a aquecer o faturamento real do setor são a injeção do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) na renda das famílias e o décimo terceiro.

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