Pobreza aumenta letalidade da Covid-19 na PB, aponta pesquisa

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Um estudo desenvolvido por professores da Universidade Federal da Paraíba (UFPB) mostra, , que a desigualdade social e regional, os níveis de pobreza e a informalidade do trabalho são condições para maiores riscos de disseminação da Covid-19. O trabalho foi realizados pelos professores Henrique Menezes e Lizandra Serafim, na pesquisa “As ações da Paraíba no enfrentamento à pandemia”.

De acordo com os pesquisadores da UFPB, o estado da Paraíba é marcado por um arranjo administrativo que possui 90% dos municípios com menos de 40 mil habitantes, 60% deles têm menos de 10 mil e as vulnerabilidades socioeconômicas dos diferentes territórios ampliam os riscos associados à disseminação do novo coronavírus (Sars-CoV-2).

Segundo informações dos professores da UFPB, a Paraíba ficou, por mais de 30 dias, como o Estado brasileiro com as menores taxas de testagem da população. Apenas no início de maio passou a realizar testes rápidos em maior volume.

Os pesquisadores da UFPB alertam que a baixa adesão da população ao isolamento social e o posicionamento contrário às medidas de distanciamento para favorecer a reabertura por parte dos setores empresariais são os maiores desafios para os gestores públicos da Paraíba.

Números – Em três meses de pandemia a Paraíba já registrou 49.536 casos confirmados de contaminação pelo novo coronavírus, segundo informações da Secretaria de Estado da Saúde (SES) divulgadas nesta quinta-feira (2). O número de mortes confirmadas por Covid-19 subiu para 1.044 no estado desde o início da pandemia. Já são 218 cidades da Paraíba com casos registrados da doença.

PB Agora

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