Polícia do Rio apreende sistema de gravação do condomínio de Bolsonaro

2
© Ed Alves/CB/D.A Press

Polícia Civil do Rio de Janeiro apreendeu, nesta quinta-feira (7/11), equipamentos de gravação de ligações do condomínio Vivendas da Barra, onde o presidente Jair Bolsonaro tem casa. Os investigadores querem saber quem autorizou a entrada de Élcio de Queiroz no residencial no dia 14 de março do ano passado.

Policiais da Divisão de Homicídios e peritos do Instituto de Criminalística Carlos Éboli (ICCE) foram até o local. Élcio é um dos suspeitos da morte da vereadora Marielle Franco, morta a tiros no centro do Rio horas depois do suspeito ter ido até o condomínio. Em depoimento à polícia, um dos porteiros afirmou que ligou para a casa de Bolsonaro, de número 58 para obter autorização para a entrada de Élcio.

A testemunha afirma que conversou, por telefone, com alguém que ele identifica como “Seu Jair” e obteve autorização para o ingresso de Élcio no local. Após entrar, ele teria se dirigido a casa 65, de Ronnie Lessa, apontado como o atirador que matou Marielle e o motorista dela, Anderson Gomes. No dia do crime, o presidente Jair Bolsonaro estava em Brasília. Essa informação foi confirmada por registros da Câmara dos Deputados e também por lives que ele realizou em seu gabinete e nas dependências do Congresso.

O Ministério Público do Rio chegou a afirmar que o porteiro mentiu. Mas internamente, investigadores da Polícia Civil apontam que a perícia feita pelo MP foi superficial e inconclusiva, pois os peritos, que não são especializados, não tiveram acesso ao equipamento da gravação, requisito para identificar eventuais alterações e até exclusão de arquivos.

correiobraziliense.com.br