Rebaixamento na Série B do Campeonato Brasileiro pode parar no tapetão

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A disputa contra o rebaixamento na Série B do Campeonato Brasileiro, em teoria já encerrada, pode durar até depois da 38ª e última rodada. Fora de campo, o Londrina sinaliza a intenção de pedir a perda de pontos do Figueirense no Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD). O motivo é o W.O. sofrido pelos catarinenses na partida contra o Cuiabá, pela jornada 17. O Tubarão entende que a penalização ao time do Orlando Scarpelli pelo não comparecimento ao duelo diante do recém-promovido à Segundona deveria ser o dobro do que foi estipulado à época. Os salários atrasados levaram os jogadores do Alvinegro a não irem ao gramado no dia 20 de agosto. Este fator é outro considerado pelo LEC na luta pelo impedimento de sua queda para a Série C.

Sergio Malucelli, gestor dos paranaenses, afirmou, em entrevista coletiva nesta terça-feira (26), que o clube estuda há algumas semanas a situação do rival. Resta apenas aguardar desfecho do campeonato para os dirigentes entrarem em ação, pois só valerá a solicitação caso o 17° colocado (primeiro rebaixado na tabela) fique somente três pontos atrás do Figueira (16°). No momento, todos os integrantes do Z-4 acumulam 36 pontos e estão matematicamente sem chances de impedir o descenso dentro de campo. Há variações entre eles no número de vitórias (primeiro critério de desempate). A distância para o Alvinegro de Florianópolis é de quatro pontos. Os envolvidos são: Londrina (10 triunfos), São Bento (9), Criciúma (7) e Vila Nova (6).

“Nós consultamos os advogados e vamos até o STJD, caso o Londrina fique a três pontos do Figueirense. Estamos aguardando, porque ainda não fomos prejudicados, mas seremos com o rebaixamento ao fim do torneio. Antes, o Estatuto previa a perda de seis pontos para quem desse W.O.”, disse Malucelli, que explicou o único cenário que daria a chance de a equipe escapar da degola.

“A gente vem estudando isso há três ou quatro semanas. Para isso, não adianta ser o 17º. Você tem que ficar três pontos de diferença. São os pontos que acho que o Figueirense deveria perder, como perdeu e recuperou. Para isso acontecer, o Figueirense não pode ganhar o jogo do Operário-PR”, informou.

O artigo 203 do Código Brasileiro de Justiça Desportiva (CBJD) é a base para a provável tomada de decisão. Ele trata do fato de algum clube “deixar de disputar, sem justa causa, partida, prova ou o equivalente na respectiva modalidade, ou dar causa à sua não realização ou à sua suspensão”. Além de ser aplicada uma multa de R$ 100 a R$ 100 mil, também está prevista a perda dos pontos do jogo em questão para o adversário. Em outubro, o Figueirense foi julgado neste artigo, tendo recebido a punição de R$ 3 mil.

O segundo parágrafo, entretanto, indica que “se da infração resultar benefício ou prejuízo desportivo a terceiro, o órgão judicante poderá aplicar a pena de exclusão da competição em disputa”. É nisso que o Tubarão se apega.

“Eles ganharam no campo, mas quem deveria cair era o Figueirense. O principal ainda é o W.O. No estatuto foi mudado, mas não justifica. Tem que ser penalizado. Se não, é mais fácil fazermos um W.O. contra o Guarani do que jogar a partida. Se eu for jogar, vamos perder de R$ 25 mil a R$ 30 mil (de prejuízo). Se der um W.O., não vai nos punir em nada. Vamos perder os pontos, que não muda nada, e a multa é de R$ 3 mil. É preferível dar o W.O., então. Eles estão bagunçando o Campeonato Brasileiro, se isso acontecer realmente”, declarou Sergio Malucelli.

Na rodada final, o Londrina recebe o Guarani, o São Bento visita o América-MG, o Criciúma vai jogar fora de casa contra o Oeste e o Vila Nova desafia o Cuiabá na Arena Pantanal. Para que alguém deste grupo se salve, é necessário, além de obter o resultado positivo, torcer para um tropeço do Figueira no Orlando Scarpelli diante do Operário e, a partir daí, buscar tirar a diferença de pontos que restará no tapetão.

msn