Santiago receberia 10% de valor de adutora e secretária acabou presa

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Secretária parlamentar do deputado federal Wilson Santiago, Evani Ramalho foi presa por corrupção por ter recebido propina que seria destinada ao chefe. A Polícia Federal gravou o momento em que o empresário George Barbosa se encontra com a secretária e lhe entrega o dinheiro em uma sacola de papel no estacionamento de um supermercado em João Pessoa.

Os novos vídeos da Operação Pés de Barro, deflagrada no dia 21 de dezembro, foram exibidos na noite deste domingo, 12,  no Fantástico. Naquela data, o prefeito de Uiraúna foi preso. Ele também foi gravado recebendo propina. Bosco Fernandes escondeu o dinheiro dentro da roupa. Ele pediu afastamento do mandato por causa da prisão e gerou a convocação do vice, Segundo Santiago, que é sobrinho de Wilson.

Segundo a matéria, do valor da Adutora Capivara ( R$ 24,8 milhões) que está sendo construída em Uiraúna, 5% seriam desviados para o prefeito Bosco Fernandes e outros 10% seriam para Wilson Santiago.

O ministro Celso de Melo, do STF, determinou o afastamento do deputado do cargo. Mas, a Câmara Federal, que está em recesso, precisa votar o pedido. O presidente daquela casa legislativa, Rodrigo Maia, prometeu colocar o assunto em votação no retorno ao trabalho que deve acontecer no dia 3 de fevereiro.

Segundo a PF:

As investigações apuram pagamentos de vantagens ilícitas (“propina”) decorrentes do superfaturamento das obras de construção da “Adutora Capivara”, a qual se trata de um sistema adutor que deve se estender do município de São José do Rio do Peixe/PB ao município de Uiraúna/PB, no Sertão da Paraíba.

As obras contratadas, inicialmente, pelo montante de R$ 24.807.032,95 já teriam permitido, de acordo com as investigações, a distribuição de propinas no valor R$ 1.266.050,67.

O inquérito policial federal teve por base uma proposta de colaboração premiada, apresentada pela Polícia Federal e acolhida pelo Exmo. Ministro Relator no STF, cujos termos permanecem em sigilo.

Foi ainda determinada, pelo Poder Judiciário, a indisponibilidade de bens imóveis em nome dos investigados.

Tal medida tem por objetivo ressarcir os cofres públicos dos desvios apurados.

Os investigados deverão responder pelos crimes de peculato (art. 312 do Código Penal), lavagem de dinheiro (art. 1º da Lei 9.613/98), fraude licitatória (art. 90 da Lei 8.666/93) e formação de organização criminosa (art. 2º da Lei 12.850/2013).