Três meses depois das primeiras manchas, origem do óleo é desconhecida, e ninguém foi indiciado

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Três meses depois de as primeiras manchas de óleo surgirem no litoral da Paraíba, o número de locais afetados ainda aumenta: mais de 800 pontos já foram atingidos, segundo o Ibama. O governo federal criou um grupo de trabalho para coordenar a resposta ao desastre e investigar sua origem. Apesar disso, nenhum navio ou empresa foi indiciado.

Para o coordenador do Centro Nacional de Monitoramento e Informações Ambientais (Cenima), ligado ao Ibama, a chance de encontrar a origem do óleo é cada vez menor.

A investigação conduzida pela Polícia Federal do Rio Grande do Norte em conjunto com a Marinha apontou o navio grego Bouboulina como o principal suspeito pela poluição. No entanto, além dele, a Marinha notificou outros 29 navios. Especialistas em análise de imagens por satélite questionam a validade do levantamento usado pela PF para chegar ao Bouboulina, porque o óleo no mar pode não ser visível em imagens de satélite.

A Petrobras disse ainda não ter mecanismos técnicos para impedir a chegada do óleo vazado no mar às praias por conta da densidade da substância. Por isso, a empresa admitiu aguardar a chegada do material para fazer a limpeza.

“Fica praticamente impossível você pegar esse óleo e segurar com barreiras e outros instrumentos que a gente tem. Então, o mecanismo de captura tem sido quando a maré e a corrente jogam para a praia. Infelizmente tem sido desse jeito, porque os mecanismos que a gente detém são agulha no palheiro para pegar, por conta da característica do óleo”, disse o diretor de Assuntos Corporativos da Petrobras, Eberaldo Neto.

G1