Cerca de 156 países aderiram oficialmente à Covax, aliança global cujo o objetivo é acelerar o desenvolvimento de vacinas contra à covid-19 e garantir uma distribuição equitativa do imunizante. O anunciou foi feito pela Organização Mundial da Saúde (OMS), em entrevista coletiva nesta segunda-feira (21).

“Mais de 156 economias trabalharão juntas para garantir a vacina por meio da Covax”, disse Seth Berkley, CEO da Vaccine Alliance, órgão que colidera a iniciativa junto com a OMS. O número é menor do que havia sido anunciado no início do mês, quando 165 nações tinham interesse de participar da aliança.

Segundo Berkley, nos próximos dias os países membros assinarão os termos do acordo e que outras 38 nações confirmarão se vão aderir à Covax. “Em seguida (aos acordos assinados com os países), na próxima fase dos trabalhos, começaremos a assinar os acordos formais com os produtores e desenvolvedores das vacinas”, acrescentou.

Os países que não fazem parte da lista de membros estão os Estados Unidos, China e Rússia. Já o Brasil aparece na relação dos que manifestaram interesse de participar da iniciativa.

O diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, lembrou. durante a entrevista coletiva, que a Covax é um mecanismo que garantirá uma coalizão global e cobrou por mais cooperação política e financeira.

“Uma vacina ajudará a controlar a pandemia, a salvar vidas e a garantir a verdadeira retomada econômica. Isso (a cooperação financeira) não é caridade, é uma ação que representa o melhor interesse para todos os países. Nós precisamos de um fortalecimento expressivo do compromisso político e financeiro dos países. Não é apenas a coisa certa a ser feita, é a opção mais inteligente a ser tomada”, falou.

Ele também informou que a organização já conseguiu US$ 3 bilhões para o Acelerador de Acesso às Ferramentas (ACT) por meio de parcerias com governos e instituições privadas, mas ressaltou que a entidade ainda precisa de R$ 15 bilhões “imediatamente” para iniciar os trabalhos da Covax nos próximos dias. Esses US$ 15 bilhões seriam usados para “cumprir com nossos prazos ambiciosos”, informou.

Em relação à vacina, a OMS reafirmou nesta segunda que a meta é ter 2 bilhões de doses para serem distribuídas até o fim de 2021.