Peruanos que protestavam contra a destituição do ex-presidente Martín Vizcarra entraram em conflito com a tropa de choque nas ruas de Lima na noite de quinta-feira (12).

Organizações de direitos humanos expressaram preocupação com o uso de força excessiva da polícia contra manifestantes.

Confrontos entre policiais e manifestantes e outros protestos mais pacíficos na capital e em outras cidades estão aumentando a pressão sobre o Congresso e também sobre o novo governo de Manuel Merino.

Vizcarra, o presidente destituído, é um político de centro sem partido que é popular entre os eleitores. Ele foi removido do cargo na segunda-feira, após um julgamento de impeachment resultante de alegações de que ele recebeu propinas, o que ele nega.

Merino, membro do partido de centro-direita Ação Popular que chefiava o Congresso, empossou o novo gabinete na quinta-feira.

Em seu pronunciamento, o novo presidente pediu calma

Vizcarra entrou em choque com o Congresso. O país tem um histórico de tumultos políticos e corrupção, e o ex-presidente tentava fazer uma gestão marcada por investigações.

A Organização dos Estados Americanos (OEA) exortou o Tribunal Constitucional a esclarecer a situação.

Com a crise que se iniciou com a saída de Vizcarra, a moeda peruana atingir seu menor valor em 18 anos.