Dados preliminares de testes clínicos com a vacina experimental da farmacêutica chinesa, Sinovac, CoronaVac, divulgados nesta quarta-feira (18), mostraram uma rápida resposta imune, mas o nível de anticorpos produzidos foi menor do que o visto em pessoas que se recuperaram da doença.

Para os pesquisadores, o imunizante pode oferecer proteção suficiente, com base na experiência com outras vacinas e em dados de estudos pré-clínicos em macacos.

“Nossas descobertas mostram que a CoronaVac é capaz de induzir uma rápida resposta de anticorpos em quatro semanas da imunização, ao dar duas doses da vacina em um intervalo de 14 dias”, disse Zhu Fengcai, um dos autores de artigo publicado na revista médica The Lancet Infectious Diseases.

“Acreditamos que isso faz a vacina adequada para uso emergencial durante a pandemia”, acrescentou Zhu em comunicado publicado juntamente com o artigo.

Os testes da CoronaVac, no Brasil, feitos pelo Instituto Butantan estão em estágio avançado de Fase 3. Mais quatro candidatas a vacina, desenvolvidas pela China, estão em testes de estágio avançado para determinar sua eficácia. Além do Brasil, a CoronaVac também está sendo testada em estudo de Fase 3 na Indonésia e na Turquia.

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