A sequência de bons resultados da Seleção brasileira nas quatro rodadas iniciais das eliminatórias do Mundial de 2022, com aproveitamento de 100%, vai dar ao técnico Tite um final de ano bem mais tranquilo que o de 2019, quando esteve sob risco de perder o cargo em razão de uma série de tropeços da equipe. Tudo mudou a favor do treinador após as vitórias sobre Bolívia, Peru, Venezuela e Uruguai.

Apesar disso, contudo, a Seleção ainda continua devendo à torcida exibições à altura de suas tradições. O time joga com velocidade, é organizado taticamente, mas lhe falta o que caracteriza há décadas o futebol brasileiro: talento, dribles, lances vistosos, espetáculo.

Agora, a Seleção só volta a campo em março, para a sequência das eliminatórias. Nesse mês, vai enfrentar a Colômbia em Bogotá e a Argentina, em casa.

Com a pandemia do coronavírus, o Brasil só fez seu primeiro jogo de 2020 em 9 de outubro, exatamente na sua estreia nas eliminatórias, superando com facilidade a Bolívia por 5 a 0, no estádio do Corinthians, a Neo Química Arena, em São Paulo.
Em 2019, a Seleção encerrou sua agenda em novembro, com vitória sobre a Coreia do Sul por 3 a 0. Mas, antes, amargou cinco partidas seguidas sem vencer – empate com Colômbia, Senegal e Nigéria e derrotas para o Peru e a Argentina. Isso gerou questionamentos ao trabalho de Tite, que via crescer a sombra de Jorge Jesus, então se destacando no Flamengo e cotado, segundo parte da mídia, para assumir a Seleção brasileira.

Terra

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