Bannon, 67 anos, foi um dos principais conselheiros na campanha presidencial de Trump em 2016. Ele foi acusado no ano passado de enganar apoiadores de Trump para arrecadar fundos privados a fim de construir o muro, prometido por Trump, na fronteira EUA-México. Ele se declarou inocente.
Bannon torna-se agora o mais recente aliado político a receber clemência de Trump.
Embora funcionários da Casa Branca tenham aconselhado Trump a não perdoar Bannon, os 2 restabeleceram laços enquanto Trump buscava apoio para suas alegações de fraude eleitoral no pleito em que foi derrotado por Joe Biden.
Trump anteriormente perdoou o ex-conselheiro de Segurança Nacional Michael Flynn por mentir ao FBI sobre sua conversa com um ex-embaixador russo. O republicano também comutou a pena de prisão para Roger Stone, que foi condenado por mentir ao Congresso durante sua investigação sobre a interferência russa nas eleições presidenciais de 2016.

Bannon ainda pode ser acusado no tribunal estadual de Nova York, onde um perdão presidencial não o ajudaria, segundo Daniel R. Alonso, um ex-promotor que trabalha agora no escritório de advocacia Buckley.
Processos por fraude são frequentemente trazidos pela Promotoria do Distrito de Manhattan, disse Alonso.
Trump também perdoou os rappers Lil Wayne e Kodak Black, que foram processados por crimes federais de armas, bem como o ex-prefeito de Detroit Kwame Kilpatrick, que estava cumprindo uma pena de 28 anos de prisão por acusações de corrupção.
Trump deixa o cargo nesta 4ª feira (20.jan.2021). A cerimônia de posse de Biden está marcada para as 12h (horário de Brasília).
 
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