A Secretaria de Estado da Administração Penitenciária (Seap-PB) está promovendo uma ação de saúde nos presídios dentro das atividades do Janeiro Roxo, que visa à conscientização e à prevenção e tratamento precoce da hanseníase. O objetivo é identificar a existência de casos da doença nas unidades prisionais. A ação começou segunda-feira (25), no presídio Silvio Porto, tendo continuidade nesta quarta-feira (27) na penitenciária Julia Maranhão e na sexta-feira (29) será realizada no presídio Padrão de Santa Rita.
O secretário da Administração Penitenciária, Sergio Fonseca, disse que estes trabalhos fazem parte das propostas para ações de rotinas promovidas pelo Ministério da Saúde, encampados nas unidades prisionais do País e que a Paraíba saía na frente com a execução das ações identificando as possibilidades de caso dentro do Sistema Penal do Estado.
“O nosso objetivo é fortalecer esse trabalho junto às equipes de saúde prisionais no mês dedicado às ações de intensificação de combate à hanseníase, dentro do Janeiro Roxo. Sabendo que a melhor forma de prevenção é o diagnóstico precoce e o tratamento adequado desta maneira a cadeia de transmissão da doença pode ser interrompida”, enfatizou Sérgio Fonseca.
A coordenadora estadual do Programa de Combate à Hanseníase, Anna Stella Pachá, da Secretaria de Estado da Saúde (SES), destacou a importância da busca ativa de sintomáticos dermatoneurologicos para identificação precoce de casos novos. Observou ainda que a hanseníase é uma doença infecciosa, crônica e que, quando não identificada, pode causar deformidades e incapacidade física.
Sobre o modo como é transmitida Anna Stella explicou: “A transmissão se dá por meio de convivência muito próxima e prolongada com o doente da forma transmissora (que é a forma multibacilar) por contato com gotículas de saliva ou secreções do nariz. A hanseníase tem cura e seu tratamento é eficaz, gratuito e pelo SUS.  Logo após iniciar o tratamento, a pessoa deixa de transmitir”.
Destacou ainda que a doença afeta principalmente pele e nervos periféricos. Os sintomas incluem manchas esbranquiçadas, avermelhadas ou amarronzadas com diminuição da sensibilidade. Pode aparecer dormência e fraqueza muscular nas mãos e nos pés. “Por isso é importante a realização periódica de exames físicos para detecção da hanseníase na população prisional. Pois, além de conviverem enclausurados por longo tempo, muitos podem ter adquirido a doença por terem sido contato de alguém doente e sem tratamento antes de entrarem no presídio e como o tempo de incubação leva de 2 a 7 anos para o início dos sintomas, podendo começar a apresentar sintomas que inicialmente podem ser confundidos com doenças de pele mais comuns”, explicou Anna Stella.