O corpo do senador e ex-governador da Paraíba José Maranhão foi sepultado no início da tarde desta quarta-feira (10) no município de Araruna, no interior da Paraíba. O corpo foi levado para a cidade na noite desta terça-feira (9) e velado na Igreja Matriz Nossa Senhora da Conceição.
Após o sepultamento em grupos de mensagens do MDB a desembargadora e viúva de José Maranhão, Maria de Fátima Bezerra em uma espécie de CRÔNICA detalhou carinhos e afetos recebidos durante e pós sepultamento, veja o texto;
 

“Meu amor, antes de adormecer, gostaria de relatar algumas atitudes que me chamaram a atenção nesses dois dias de homenagens a você prestadas. Roberto e Raniery sempre presentes com as fisionomias retratando uma grande tristeza.

O abraço de Fátima Paulino quando saí da Igreja, de tão afetuoso e solidário, parecia que a Paraíba toda me abraçava.

Trócolli Júnior e Gilvan Freire só saíram de perto do altar quando conseguiram ver seu rosto. Senti que tremularam…

Veneziano, ao lado de sua Ana Cláudia, chegou a chorar copiosamente em determinados momentos da despedida.

Lauremília Lucena, com o tratamento carinhoso de “Fatinha“, amparou-me no único momento que senti-me fraquejar.

Na fraqueza é que sou forte, lembrou ela, conforme ensinamentos do apóstolo Paulo.

O governador João Azevedo rememorou a lanheza do seu trato de Maranhão com ele e a fidelidade com as necessidades do Estado, mesmo em se tratando de adversários políticos.

Lembrou bem. Adversários políticos de momentos e situações. Inimigos: você não os têm. Cássio Cunha Lima, inclusive, ressaltou que na política há encontros e desencontros. Com Maranhão, ambos senadores, houve um feliz reencontro.

Falo desses políticos talvez pela convivência em nossos lares. Mas, não posso deixar de registrar a presença do prefeito Vital Costa no velório desta madrugada e sua caminhada conosco até o sepultamento do corpo do homem mais lindo que já conheci na vida.

Estou sem condições de continuar. Sabe porquê meu amor? Nossa netinha Fafá entrou agora no nosso quarto, foi até o closet, pegou uma camisa sua, enrolou no corpo como se uma toalha fosse e disse alegre, com aquele riso adornado pelas duas covinhas: “vovô”! 

Com um ano e meio de vida, foi avisada por seu anjo da guarda que eu precisava sentir uma alegria no coração. 

Pronto! Do lado esquerdo da cama deixarei nesta noite, no seu lugar, a camisa vermelha, com um bordado no peito: MDB”

Fátima Maranhão