Sem nenhum tipo de comunicado prévio, nem muito menos diálogo, o Governo da Paraíba entregou a administração da Escola Professor Antônio Benvindo à Prefeitura de Guarabira. Hoje (03/03), ao chegar à escola para o primeiro dia de trabalho (o que não deveria acontecer devido à obrigatoriedade do trabalho remoto neste período), cerca de 40 profissionais da educação foram surpreendidos com o fato já consumado. Ou seja, a escola agora contará com profissionais do Município de Guarabira, deixando todos os profissionais vinculados à Secretaria de Educação do Estado sem local de trabalho.

“Nós, do SINTEP-PB, não aceitamos a posição do Estado de entregar o patrimônio estadual à rede municipal e não aceitamos o tratamento que é dado aos heróis da educação”, afirma o professor Wilson Massau, Diretor do SINTEP-PB na 2ª Regional do SINTEP. Ele também destacou que os cerca de 400 alunos serão entregues à rede municipal de ensino sem qualquer consulta a eles e a seus responsáveis legais.

O setor jurídico do SINTEP-PB já está em ação para formalizar denúncia no Ministério Público Estadual e, se necessário, ingressar com um processo na Justiça. Também já foi solicitada uma audiência com a Gerência na 2ª Regional de Ensino.

Além disso, a Diretoria do SINTEP-PB está em contato permanente com os profissionais que estavam lotados na Escola Antônio Benvindo para prestar assistência. A professora Lourdinha Claudino, denunciou a grave situação num vídeo, que circulou nas redes sociais hoje.

“Eu sou uma professora que tem 34 anos de Estado. Já deveria estar aposentada, mas não posso, porque até este direito foi retirado. Quando nos aposentamos, perdemos quase metade do nosso salário. Nós, da Escola Antônio Benvindo, estamos nos sentindo muito desrespeitados. Ficamos sabendo que tudo estava acertado entre Governo do Estado e Prefeitura de Guarabira, mas nada nos foi passado. E estamos agora sem saber onde iremos dar aulas, sendo que todas as escolas da cidade já estão com seu quadro completo e as aulas já começam no próximo dia 8 de março”, desabafa a professora Lourdinha Claudino.